Brasil não apoia sistema de pagamento próprio do Brics

Brasil não apoia sistema de pagamento próprio do Brics
O presidente da republica, Jair Bolsonaro, Diálogo dos Líderes com o Conselho Empresarial do BRICS

País defende ajustes na plataforma Swift

A proposta da Rússia de constituir um sistema de pagamentos específico para o Brics – bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – não tem o apoio do governo brasileiro, disse nesta quinta-feira (14) o secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, Erivaldo Alfredo Gomes. A sugestão foi apresentada há algumas semanas pelo ministro das Finanças russo, Anton Siluanov.

“Este não é um tema de trabalho, não está na agenda do Brasil”, disse o secretário em entrevista à imprensa. Ele informou que a sugestão foi apresentada pela Rússia em reunião recente do Brics, mas não é consenso entre os países do grupo.

De acordo com o secretário do Ministério da Economia, o Brasil defende um sistema mais ágil que a plataforma Swift, usada há cerca de 40 anos. Segundo Gomes, o governo brasileiro entende que a elaboração de um novo sistema de pagamentos, que permita a compensação de transações internacionais no mesmo dia, deve ser discutida de forma global, sem ser restrita a um grupo de países.

“Faz sentido a gente ter uma discussão sobre como estabelecer uma nova plataforma. O Brasil entende que isso deve ser em âmbito multilateral, global. Não uma solução específica de alguns países. Até para evitar a fragmentação”, justificou o secretário.

De acordo com Gomes, a existência de vários sistemas de pagamentos simultâneos levaria à ineficiência em escala internacional. “Já imaginou fazer um Pix para a mãe e usar outro sistema de pagamentos para transferir dinheiro para o irmão? Essa fragmentação não é boa”, explicou.

Na avaliação do secretário, os países devem discutir a modernização dos sistemas internacionais de pagamento, para reduzir o tempo das transações em meio ao avanço da economia digital. “A gente observa que um pagamento no Swift às vezes leva dois ou três dias para chegar ao sujeito do outro país. É um processo caro, burocrático, demorado, que não é compatível com as demandas da economia de hoje”, disse.

Gomes defendeu que o novo sistema de pagamento seja gerido pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), instituição sediada na Suíça que reúne os bancos centrais do planeta.

Independência financeira

No início do mês, o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, defendeu a criação de um sistema próprio de pagamentos entre os países do Brics. Ele justificou a proposta com base na deterioração da situação econômica da Rússia com as sanções internacionais impostas após o início da guerra com a Ucrânia.

Na avaliação do governo russo, o novo sistema traria mais independência financeira aos países emergentes, com a ampliação do uso de moedas nacionais. Para Siluanov, existe a necessidade de acelerar a integração de sistemas de pagamentos e de cartões e de criar um sistema próprio de intermediação entre os membros do Brics.

Agência Brasil

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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