Saiba como a oscilação do dólar afeta as importações de produtos

Saiba como a oscilação do dólar afeta as importações de produtos

Um dos assuntos mais comentados no mundo econômico é sem dúvida a influência do dólar nos produtos brasileiros, e como isso afeta o poder de compra da população. Os setores que importam produtos são, por conta da influência do câmbio, os mais afetados.

Ricardo Leite, estrategista – chefe da Diagrama Investimentos, revela que o aumento substancial da moeda americana é negativo e afeta diretamente o preço para o consumidor final. E mesmo que alguns setores consigam benefícios, sabemos que, no geral, isso é muito mais prejudicial para o consumidor comum.

Ricardo Leite.

“Um dólar forte em relação ao real, isso é, um dólar mais caro, favorece as empresas exportadoras que possuem custos em real. Por outro lado prejudica as empresas que têm custos em dólar e receitas em real, o que hoje é o caso da grande maioria das empresas brasileiras,” explica Leite.

Apesar do Brasil ser um forte exportador, principalmente de commodities e produtos agrícolas, somos extremamente dependentes de matérias primas e insumos importados para produzir e manufaturar os produtos que por aqui consumimos.

O estrategista pontua que isso ocorre por conta da lógica da lei da oferta e demanda. Os investidores que têm dólar passarão a vendê-lo mais caro, pois os custos também encarecem. E as empresas necessitam repassar esse custo para sua própria sobrevivência aos clientes, que necessitam dos produtos e vão priorizar o consumo.

“E assim a busca constante pelo equilíbrio entre oferta e demanda costuma se ajustar, por isso é comum em situações de oscilações do dólar para cima, verificarmos uma quantidade menor de produtos vendidos,” ilustra o estrategista – chefe da Diagrama Investimentos.

“Os impactos são muito mais complexos, mas se entendermos a busca constante pelo equilíbrio entre oferta e demanda, começamos a entender melhor os impactos que não só da moeda americana, mas também a expansão da base monetária e nível de produtividade influenciam a economia,” finaliza Ricardo Leite.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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