Captação de investimentos no exterior: dicas para startups brasileiras

Captação de investimentos no exterior: dicas para startups brasileiras

O ecossistema de startups no Brasil bateu recordes no ano de 2021: ao todo, foram formados 10 novos unicórnios, como são chamadas as empresas que atingem um valor de mercado acima de 1 bilhão de dólares. De acordo com dados do “Report Retrospectiva 2021” produzido pela plataforma Distrito, as startups brasileiras receberam cerca de US$ 9,4 bilhões em investimentos, quase o triplo do ano anterior. Dentro desse cenário promissor, a internacionalização aparece como um degrau obrigatório no caminho de empresas que buscam crescer e alcançar o tão sonhado IPO (Initial Public Offering).

Foi pensando nisso que a Drummond Advisors, consultoria financeira e jurídica especializada em operações cross-border, criou o guia digital “Go Global! Startup”. Com temas como compliance, Equity Compensation, M&A, IPO e FLIP, o conteúdo exclusivo traz um passo a passo para startups que desejam internacionalizar e está disponível para acesso no site (clique aqui).

Confira a seguir algumas dicas sobre internacionalização e captação de fundos no exterior que fazem parte do material:

  1. Quais as vantagens da internacionalização?
    A internacionalização traz oportunidades muito interessantes para uma startup. Algumas delas são a captação de investimentos mais robusta, a ampliação de mão de obra, o acesso a novas tecnologias que ainda não estão disponíveis no Brasil e o fortalecimento da marca.
  2. Quais são as vantagens de captar investimentos no exterior?
    Captar no exterior oferece algumas possibilidades que ainda não estão disponíveis no mercado brasileiro. Atualmente no Brasil existe um grande movimento de investidores-anjo, mas ainda são poucos os investidores dos outros estágios de captação. As empresas que já estão nas segunda e terceira rodadas encontram maior dificuldade para conseguir captar dentro do Brasil. É aí que entra a importância de buscar investimento fora do país. Para as startups que já estão na fase dos “cheques” maiores, o mercado internacional oferece mais opções de fundos investidores e menos burocracia.
  3. Como captar no exterior?Fazer a internacionalização da estrutura da empresa é essencial para viabilizar o processo de captação no exterior. A grande maioria dos investidores nos EUA, por exemplo, não quer assumir o chamado “risco-Brasil”, já que eles não conhecem a legislação brasileira e existem muitas questões burocráticas no país. Sendo assim, para conseguir receber investimentos no exterior, a startup deve investir em um bom planejamento tributário e societário, identificar quais são os objetivos a curto, médio e longo prazo, e iniciar o processo de restruturação societária fora do Brasil. Os tipos mais comuns são o Delaware FLIP, que é a abertura de empresa no estado de Delaware, nos EUA, ou o FLIP em uma Offshore.
  4. O que é o FLIP?
    Para entender o FLIP precisamos imaginar o seguinte cenário: o empreendedor possui uma empresa brasileira, operando no Brasil, e tem sócios no Brasil. Fazer o “FLIP” é colocar a estrutura da empresa nos Estados Unidos, ou em uma Offshore, acima da operação brasileira. Feito esse processo, os sócios também “sobem” para esta nova estrutura.  Depois do FLIP, a empresa americana (ou offshore) passa a ser dona da empresa brasileira.
  5. Quando é a melhor hora para fazer o FLIP?
    Quanto menor a empresa, mais fácil para implementar uma restruturação societária. Estruturas grandes costumam carregar mais stakeholders, passivos, contratos. Ou seja: quanto antes, melhor.

Um guia para Startups Globais
O “Go Global! Startup” foi lançado durante o Bossa Summit, evento organizado pela Bossanova Investimentos que reuniu cerca de 3 mil startups e investidores de todas as regiões do Brasil nos dias 05 e 06 de abril em São Paulo – SP. “No Bossa Summit tivemos contato com diversos empreendedores de startups brasileiras que estavam em busca de informações sobre captação internacional, Delaware FLIP e outros temas relativos à internacionalização que geram muitas dúvidas. Diante dessa procura tivemos a certeza de que a nossa iniciativa de criar o guia foi realizada no momento certo. Nosso maior objetivo é viabilizar e facilitar transações internacionais”, explica Bruno Drummond, sócio e fundador da Drummond Advisors.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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