O que se sabe e o que ainda pode acontecer na negociação entre Twitter e Elon Musk?

O que se sabe e o que ainda pode acontecer na negociação entre Twitter e Elon Musk?

Elon Musk, fundador de empresas como a Tesla e a SpaceX, anunciou na data nesta segunda-feira (25) a compra do Twitter por US$ 44 bilhões. Com isso, a empresa deixa de ter suas ações negociadas na bolsa e passa a ter capital fechado. A transação deixou o mercado em alerta e receoso sobre os próximos passos.

Diante deste cenário, David Gobaud, fundador e CEO da Passfolio, corretora que permite operar na bolsa americana, fez uma análise da transação. O executivo avalia o que pode ainda acontecer e se, inclusive, esse novo negócio pode ter impacto no mundo das criptomoedas.

Gobaud explica que o Twitter (TWTR) aceitou a oferta de US$ 44 bilhões para que a empresa se tornasse privada, embora a decisão tenha sido contrária à vontade do conselho, que lutou contra isso assim que Elon Musk assumiu participação de 9% na empresa.

Segundo o CEO, do ponto de vista de investimentos, significa que o negócio não está fechado.”Embora o conselho de administração do Twitter tenha aceitado o acordo, ainda há muitas coisas que precisam ser alinhadas para que a venda seja concluída”, alerta.

“Musk, que tem um longo histórico de iniciar negócios, incluindo PayPal, Tesla, Solar City e SpaceX, passará pelo processo de “due diligence” para ter uma melhor compreensão das operações do Twitter. Além disso, os acionistas do Twitter devem decidir se aceitam ou não a proposta. Jack Dorsey, cofundador do Twitter e grande acionista, apoia a oferta. Mas as coisas podem mudar”, adianta.

Investidores do Twitter podem ser pagos para “irem embora”

Na avaliação de David Gobaud, se o Twitter fechar seu capital, isso significaria que não seria mais negociado em mercados públicos. Portanto, os acionistas existentes, caso votem para aceitar o negócio, serão pagos por suas ações. Mas não haverá mais propriedade pública da empresa se o acordo for concluído.

“Pode não ser uma má ideia para os acionistas aceitarem o negócio. Musk quer fazer mudanças na forma como o Twitter faz negócios, incluindo se livrar de seu gerador de receita, a publicidade. E o acordo é alavancado em outros investimentos de Musk, incluindo um empréstimo caro baseado em suas ações da Tesla. Mas, novamente, esses tipos de negócios gigantescos levam muito tempo para prosseguir – pode levar seis meses ou mais antes que algo aconteça”, explica.

Pode ser um jogo para criptomoedas?

Musk quer eliminar anúncios, se livrar de spam e dar liberdade de expressão no Twitter. Mas o que isso poderia realmente significar para os negócios da empresa? Segundo Gobaud, é possível que esse lance faça com que o Twitter se torne mais amigável às criptomoedas. “Tanto Musk quanto Dorsey são grandes defensores das criptomoedas. Tanto a Tesla de Musk quanto a Dosey’s Block são duas empresas de capital aberto que possuem criptomoedas”.

Os analistas estão curiosos para saber por que o conselho de administração do Twitter aceitou a primeira oferta de Musk pela empresa. Eles devem perceber algo que os de fora não percebem. É possível que apenas Musk possa ajudar o Twitter a crescer, uma empresa que tem uma história tumultuada entrando em outro capítulo ansioso, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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