Empresas brasileiras adequam escritórios para novos modelos de trabalho

Com pesquisas indicando preferência dos trabalhadores pelo formato híbrido, empresas buscam readaptar espaços
O arrefecimento da pandemia e as experiências vividas nos últimos anos por empresas e colaboradores têm impulsionado mudanças na forma de trabalho e nos ambientes coorporativos. Após a imersão no trabalho remoto, a preferência pelo formato híbrido tem ganhado adeptos no retorno aos encontros presenciais.
Um levantamento feito pela Microsoft sobre tendências de trabalho para 2022 indicou que 58% dos colaboradores brasileiros consideram adotar o formato híbrido ou remoto. A saúde, o bem-estar e a flexibilidade são algumas das explicações pela preferência. Já a recente pesquisa realizada pela WeWork sobre os modelos de trabalho na América Latina indica que 81% da força de trabalho quer o regime híbrido.
O aumento da produtividade e equilíbrio da vida pessoal e profissional ajudam a entender as preferências. Um estudo feito pela Harvard Business School durante a pandemia indica que um ou dois dias de trabalho presencial é o ideal para o formato híbrido.
Diante do cenário, empresas brasileiras se movimentam para incorporar as novas tendências e se adaptar a nova realidade. Na Oficina Consultoria, em Brasília, desde o início da pandemia as atenções se voltaram para uma nova forma de convivência e uso do espaço de trabalho. Miriam Moura, diretora de Curadoria, Conteúdo e Novos Produtos, ficou encarregada de pesquisar no cenário internacional as principais mudanças.
Durante sua pesquisa, a diretora identificou que há um desejo por espaços de trabalho que mesclem o conforto do lar com as ferramentas do escritório e a conversa no café. “Não existe mais fronteiras, divisões, departamentos da minha vida pessoal, da minha vida profissional. Hoje as coisas são fluidas e essa é a gênese desse conceito. Por isso esse novo formato tem essa força, esse potencial. É um ambiente em que a pessoa quer ficar mais um tempo, convivendo e aprendendo, é muito gostoso”, afirmou a diretora.
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A partir do processo de curadoria, a empresa contratou o Studio Bruno Porto para repensar a nova estrutura de trabalho. “O escritório anterior tinha um formato pré-pandemia, com conceito de empresa, cada um com sua estação de trabalho, porta-retrato em cima da mesa e lugares definidos. Quando recebemos o conceito da nova Oficina e a nova marca, pensamos em um espaço completamente diferente e dinâmico”, destacou Bruno Porto, arquiteto responsável pelo projeto.
Com o desejo de criar um espaço de trabalho mais acolhedor, a Oficina foi além das tendências internacionais e fez uma série de pesquisas com seus colaboradores para preparar o novo ambiente. “O futuro do trabalho é fundamentado em cocriação. Por isso, é importante que as pessoas estejam juntas em momentos específicos para trocar, agregar e experimentar um novo conceito”, afirmou Patrícia Marins, sócia-diretora da Oficina Consultoria.
A partir das respostas obtidas nas pesquisas internas, o tradicional cafezinho ganhou um espaço de destaque no novo escritório. Para a construção do Café Oficina, a empresa contou com a parceria do especialista Antonello Monardo, que ministrou curso de barista para dois colaboradores da Oficina. O escritório conta com maquinário e grãos especiais que podem ser degustados durante eventos, reuniões e momentos especiais de descontração entre time, clientes, fornecedores, parceiros e demais convidados. O ambiente oferece ainda espaços para bate-papos, apresentações, criação de novos produtos e salas de reunião.
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Para Patrícia Marins, o novo Café Oficina passa a ser um ponto cultural de Brasília: “Idealizamos não mais um conceito de agência, mas um ambiente que permite viver experiências, onde experimentamos um bom café, temos conversas, reuniões e criamos relacionamentos mais firmes entre nós e nossos convidados. Este não é mais um escritório exclusivo para os nossos colaboradores. A Oficina Consultoria é um novo ponto de encontro para Brasília”, destacou.








