7 dicas essenciais para implementar uma boa gestão humanizada nas empresas

7 dicas essenciais para implementar uma boa gestão humanizada nas empresas
Team of business people stacking hands

Praticar uma gestão humanizada dentro das empresas é crucial para obter resultados e sucesso. Afinal, nada melhor do que uma equipe feliz e trabalhando em um ambiente saudável. Portanto, é essencial adotar métodos de liderança mais humanos, a fim de, para além do lucro, conquistar e tornar o colaborador parte da empresa. Isso não significa se tornar uma instituição livre de erros, mas sim capaz de aprender com todos eles e passar conhecimento aos colaboradores, adotando, ainda, um papel de líder presente, observador e empático.

Ou seja, é preciso ser ouvido e estar a postos para entender e visualizar todo o processo produtivo da empresa. Nesse cenário, conforme Sandro Gonzalez, presidente do Conselho da Holding Transpes, empresa do setor de logística e transporte, e autor do livro “O valor das pessoas”, no qual reflete e detalha seu método de gestão de pessoas, a gestão humanizada deve ser pautada na cultura da organização. A empresa em si precisa ser humana e pessoal, e não apenas criar programas.

“Ter um programa de gestão humanizada que não seja lastreado em uma cultura humanizada é fadado ao fracasso”, opina o empresário e CEO, já eleito como o mais admirado do Brasil pela Você S/A e como um dos 25 melhores CEOs do país pela Forbes. Não à toa, ele dá 7 dicas essenciais para incorporar uma boa gestão humanizada nas empresas e, claro, uma liderança de sucesso. Confira:

1- Meça a felicidade de seus colaboradores e use como termômetro!

A neurociência comprova que um funcionário feliz em um ambiente saudável de trabalho entrega até 20% mais do que um funcionário infeliz em um ambiente tóxico. Ou seja, sobre as mesmas competências, com os mesmos protocolos e processos, no mesmo ecossistema, alguém que está feliz e gravita em um ambiente saudável entrega mais do que alguém que está insatisfeito, triste, angustiado ou depressivo. Assim, incorporar pesquisas que meçam a felicidade dos funcionários é muito importante para entender o clima organizacional da empresa e o que se faz necessário ajustar. Afinal, pessoas são dinâmicas e mudanças são importantes para alinhar o que “não funciona mais”. As pesquisas devem ser abrangentes e direcionadas pelo RH.

2- Aprenda com os erros/derrotas e repasse conhecimento

Um dos maiores e mais trágicos acontecimentos do século XX foi o naufrágio do Titanic. Essa e outras tragédias podem ajudar a explorar detalhes úteis para o aprendizado sobre liderança. Isso porque há vezes que a derrota e fracassos podem ensinar mais do que as vitórias. Dessa história é possível extrair seis princípios que podem gerar lições para uma gestão de sucesso, como o perigo da soberba ou arrogância, o perigo do individualismo, o perigo da procrastinação, cuidado com a falta de integridade, o perigo da obsolescência e a falta de um planejamento. Assim, é crucial entender que erros ensinam e devem ser observados para gerar lições a serem compartilhadas com a equipe, a fim de que os insucessos não se repitam.

3- Seja presente e observe

Outro método importante é sempre estar presente e observar a equipe, a empresa e o que ela produz e é. Ou seja, é essencial analisar o engajamento do colaborador, a comunicação entre eles e a conexão com a liderança, se existe conexão de ideias, propósitos, sentimentos. Essa percepção é importante para que seja possível entender o perfil dos colaboradores e equipe. Para isso, é preciso caminhar pelos lugares, perceber a atmosfera e o estado emocional das pessoas. É preciso estar presente, conversar e identificar os anseios e relacionamentos criados dentro da corporação.

4- Desperte a consciência do coletivo e use bem a comunicação

É crucial manter a comunicação com a equipe de forma assertiva, tendo em mente a consciência do coletivo, fazendo a escolha certa de palavras. Isso porque é importante ter empatia e entender como as palavras podem afetar aquele que escuta. Não à toa, visões, planos e metas podem receber nova vida ou morrer no descrédito, dependendo das palavras que o líder escolher para apresenta-las. Já quando se escolhe as palavras certas, uma constatação tem maior probabilidade de se tornar incontestável e, claro, de gerar entusiasmo na equipe. Portanto, envolva a equipe, desperte a consciência do coletivo, pensando sempre de forma empática e pessoal, e saiba usar a comunicação para gerar interesse e não afetar negativamente a equipe.

5- Mantenha atenção aos valores

Tenha em mente os valores, missões e visões da empresa, de forma a acentuar tais perspectivas na equipe e nos colaboradores. Portanto, busque tomar decisões respaldadas nesses três pontos e não se esqueça nunca de transformar o seu funcionário. Afinal, os valores da instituição têm total relação com os valores de seu time. Além do mais, o maior papel de um líder é dar ao seu colaborador uma nova versão de si, o engradecendo.

6- Adote a Regra de Ouro: reciprocidade

Faça ao outro aquilo que deseja que fizessem a você se elas estivessem na mesma situação. Essa é a regra de ouro, importante na política de humanização do modo de liderar. Trata-se de uma “ética de reciprocidade”. Isso porque se colocar no lugar do outro torna as decisões mais empáticas e pessoais, uma vez que se avalia e redireciona os impactos no outro. Ainda que seja uma atitude difícil e necessária, tome-a tendo em mente como gostaria que tal ação recaísse sobre você, atrelada a comunicação assertiva, escolhendo as palavras certas.

7- Tome decisões em ‘solitário’

Reflita em solitário sobre as alternativasde forma a pensar e repensar as oportunidades e impactos. Mas, tenha em mente os impactos de cada decisão e os demais métodos de comunicação, valores e reciprocidade.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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