Programas de internacionalização oportunizam experiência já na graduação

Os programas de internacionalização das instituições de ensino superior podem ser uma ótima oportunidade para estudar no exterior. A boa notícia é que não precisa esperar essa oportunidade no mestrado ou doutorado. A experiência é possível já na graduação. Foi o que aconteceu com o aluno de Direito da Estácio, Dalton José Araújo Filho (foto). Ele cursou o quarto período na Universidad Santo Tomás, na Colômbia, com colegas de turma colombianos e intercambistas da Estácio de outras regiões do Brasil como o Sudeste e o Nordeste.
Criminologia, Meio Ambiente e Sistema Interamericano foram as disciplinas cursadas por Dalton. Ele destaca o alto nível dos professores e a oportunidade de formação em uma universidade de renome internacional. “Estudar fora abriu minha cabeça e ainda me fez ver a área de Criminologia por outro ângulo”, diz Dalton, que atualmente está estagiando no Tribunal da Justiça do Estado do Paraná (TJPR). “As provas do processo seletivo do estágio foram difíceis e o que estudei na universidade da Colômbia contribuíram para o meu êxito”, aponta o estudante.
O objetivo, explica o coordenador do programa de Pesquisa e Extensão, José Osório do Nascimento Neto, é promover ações no sentido de estimular as relações internacionais e o intercâmbio do corpo discente, docente e administrativo, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico, científico, tecnológico, cultural e pessoal de todos os envolvidos. Devido à pandemia as disciplinas cursadas por Dalton foram online, no entanto, possivelmente já para este ano, o coordenador acredita que a oportunidade de vivenciar o intercâmbio ocorra presencialmente na instituição estrangeira parceira.
O coordenador vê como uma oportunidade de vida acadêmica. Segundo ele, no Brasil, era comum essa experiência durante o Mestrado e Doutorado, que são voltados para o âmbito da pesquisa. No entanto, na atualidade, essa realidade já começa na graduação. “O intercâmbio prepara o aluno para aplicar seus conhecimentos em diferentes contextos, não apenas de ordem regional ou social, mas também internacional. O aluno passa a ter outra visão de mundo”, acredita Neto.
Como participar
Segundo o coordenador, não é difícil participar de um programa de internacionalização. O que o aluno precisa fazer, explica ele, é acompanhar os editais que são disponibilizados pela instituição. Dependendo do edital o aluno não terá custo algum e no período que ele cursará as disciplinas, ficará 100% focado nas atividades da Instituição estrangeira. “O ideal é que os alunos interessados fiquem atentos a cada divulgação de bolsas, leiam os editais e identifique quais são as opções que mais fazem sentido para o seu ramo de atuação”, diz.
É possível permanecer no destino de seis meses a um ano, dependendo do tipo de bolsa. Para participar do processo seletivo para os programas de internacionalização da Estácio, os alunos devem ter feito de 20% a 80% de seus atuais cursos e precisam apresentar uma boa performance acadêmica, com médias acima de 7,5. Outro ponto importante diz respeito à proficiência no idioma estrangeiro, da instituição que está promovendo o intercâmbio.
Para a Estácio, a internacionalização da educação é fundamental para preparar toda a comunidade acadêmica para atividades empreendedoras, em um mundo cada vez mais globalizado e integrado. Esta ação afirma a intenção da instituição em melhorar a qualidade de ensino, assim como garantir a pesquisa e inovação como bases para as diretrizes educacionais. Além de contribuir para o enriquecimento da pesquisa acadêmica, a internacionalização gera respostas mais efetivas às novas demandas provenientes de uma sociedade mais interdependente. Respostas essas que impactarão na maneira que ensinamos, pesquisamos e desenvolvemos metodologias de ensino.
De modo a afirmar o seu compromisso, a instituição criou em 2014 a Assessoria de Cooperação Internacional para implementar tais políticas e continua empreendendo esforços para ampliar parcerias e convênios com instituições em diferentes países. Atualmente a Estácio possui convênios firmados com 25 instituições internacionais e acordos estabelecidos com 13 países distintos; além da Internacionalização em casa e Experiência internacional remota em 2021, em duas universidades da América do Sul.








