Fusões e Aquisições na área de saúde crescem 133% em três anos no Paraná

Fusões e Aquisições na área de saúde crescem 133% em três anos no Paraná

Entre 2019 e 2021 foram registradas 23 transações no estado, principalmente por operadoras de planos de saúde

As operações de fusões e aquisições (M&A) na área da saúde cresceram 133% nos últimos três anos no Paraná. Segundo um estudo setorial realizado pela Redirection International, empresa curitibana especializada em assessoria de fusões e aquisições, no ano passado foram realizadas 14 transações no estado, contra apenas três em 2020 e seis em 2019.

Segundo o relatório, as aquisições no segmento de planos de saúde foram as que mais movimentaram o setor nos últimos anos, com destaque para a aquisição da Clinipam pelo Grupo NotreDame Intermédica e da Paraná Clínicas pela SulAmérica.

“Essas empresas aumentaram significativamente sua presença no mercado de saúde suplementar paranaense. A participação da SulAmérica passou de 1,5% para 5,4%, após a aquisição. Já a NotreDame ampliou a sua fatia de mercado de 0,5% para 9,2%, se consolidando como a segunda maior operadora de plano de saúde do estado, atrás apenas da Unimed, que detém 54,8% do mercado”, explica o economista Gabriel Loest, sócio da Redirection e responsável pelo estudo.

De acordo com o economista, o mercado paranaense de saúde se estrutura de forma diferente do que no restante do país, o que exige que a entrada de novos grupos seja mais criteriosa. “A alta concentração da Unimed, aliada à boa cobertura do SUS na região, reduz a atratividade dos prestadores de serviços do Paraná, mas ainda assim observamos um aumento nas transações de M&A no estado, o que deve se manter nos próximos anos”, destaca.

Oportunidades no setor

O estudo aponta ainda que o estado é o que possui a maior rede de hospitais do Sul do Brasil e o quinto em nível nacional, com 475 unidades, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

“O setor apresenta boas oportunidades, com potencial de atração de investimentos. Prestadores de serviços isolados, como clínicas e laboratórios podem ser atrativos desde que tenham um grau mínimo de governança. Por outro lado, players diversificados e com capacidade de originação de pacientes pode aumentar o apetite dos investidores, principalmente em serviços especializados”, destaca Gabriel Loest.

O economista alerta ainda para o aumento na verticalização dos serviços por parte das operadoras, estratégia que vem se consolidando em todo Brasil, para ampliar mercado e acessar novas tecnologias. De acordo com o relatório, no Paraná, essa tendência é mais forte no interior do estado, com planos de saúde adquirindo hospitais, laboratórios e clínicas para centralizar os serviços e, assim, aumentar a competitividade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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