Com energia solar em crescimento, “marketing verde” entra no planejamento estratégico das empresas

Com energia solar em crescimento, “marketing verde” entra no planejamento estratégico das empresas

Os números apresentados em 2021 foram a base para uma previsão que vem sendo cumprida rigorosamente em 2022: o setor de energia solar deve crescer 24% até 31 de dezembro e há fortes elementos que levam a acreditar nesta projeção. No último ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou um número recorde de projetos solares, com o país atingindo 12GW de capacidade solar instalada. O setor atraiu mais de R$ 21,8 bilhões em investimentos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Não bastasse, o Governo Federal sancionou em 2022 a Lei nº 14.300, que cria o marco legal da geração distribuída a partir de fontes renováveis no Brasil, ou seja, é a segurança jurídica do mercado e dos consumidores. A partir desta lei, gerar e consumir a própria energia sustentável passa a ser um direito de cada cidadão, do pequeno negócio e também do produtor rural do País.

Diante de um setor em franco crescimento e possibilidades cada vez mais amplas, torna-se primordial não só o marketing para energia sustentável como também uma estratégia acertada neste segmento. São justamente as indústrias de energia renovável que estão em fase de ascensão.

De acordo com Saulo Camelo (foto), CEO da Camelo Digital, agência que auxilia empresas a alcançarem os seus objetivos com ferramentas e estratégias inovadoras, é o marketing digital quem desenvolve um trabalho bastante complexo com as empresas de instalação solar e em paralelo, sugere ao cliente as vantagens dos painéis solares. “Como acontece em qualquer setor, é necessário fazer uma consulta antes de confirmar uma compra e, para isso, é fundamental compreender os benefícios de ter aquele determinado produto ou serviço”, afirma.

E esta é uma peculiaridade do setor. Em relação a energia solar, há muitos clientes que, ao buscarem informações querem, na verdade, entender como se dá o processo de compra e a instalação, sem que os esclarecimentos sobre custos sejam deixados de lado. “Então, as empresas podem, a partir deste ponto, enfatizar seus produtos e serviços e, assim, atrair clientes”, explica Saulo.

O marketing digital é que leva as empresas solares à aplicação de estratégias para a produção de leads solares. É neste ponto que entra o chamado marketing verde, o trabalho de evidenciar os benefícios de um determinado produto, ao mesmo tempo em que mostra não haver nele efeitos nocivos. “Para isso, é importante que a empresa utilize o símbolo de verificado ambiental, demonstrando preocupação com a sustentabilidade, além da capacidade de reutilizar, reciclar e campanhas para conectar a população aos impactos produzidos pelos poluentes. As empresas que estão conectadas com o coletivo estão um passo à frente”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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