6 em cada 10 empresas ainda negligenciam os treinamentos de segurança

6 em cada 10 empresas ainda negligenciam os treinamentos de segurança

A transformação digital durante a pandemia mudou as empresas, mas ainda não mudou a cultura de segurança digital delas referente às boas práticas dos funcionários. O recente estudo da Kaspersky “Impressões Digitais e sua relação com as pessoas e as empresasmostra que apenas 40% das organizações oferecem treinamento de cibersegurança para seus funcionários — e este índice é muito similar ao dado de maio de 2020, que mostrou que 2/3 das organizações negligenciavam esse tipo de capacitação.

Ao utilizar quaisquer dispositivos conectados à internet, as pessoas deixam indícios de suas identidades digitais — como credenciais, senhas e informações que permitam identificá-las — e é perigoso quando esses dados são perdidos ou roubados. Já no ambiente corporativo, as credenciais representam uma grande porta de entrada para a rede da organização e, por isso, são sempre alvos de golpes online.
Seguindo esse raciocínio, é algo lógico que as senhas corporativas devam ser sequências fortes, porém a realidade não reflete isso. Uma análise dos especialistas da Kaspersky no início da pandemia já apontava as más práticas digitais das empresas, como o uso de programas piratas, senhas fracas e falta de treinamento dos funcionários.

Para os especialistas em segurança da Kaspersky, esse cenário pode justificar o crescente número de empresas vítimas de ataques cibernéticos (ransomware) que paralisam suas operações. Eles ainda destacam como um programa de capacitação bem organizado pode evitar esse tipo de incidente de segurança.

A maioria das empresas ainda enxergam a segurança da informação como uma obrigação. Se antes era o antivírus, agora enxergam treinamentos de conscientização dessa mesma maneira por conta da LGPD — que prevê redução da multa se a empresa provar que tomou as medidas necessárias para evitar um incidente de segurança. No jargão do futebol, elas jogam com o regulamento embaixo do braço. E infelizmente, a grande maioria das organizações nem isso faz“, explica Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.

Para ele, a pesquisa retrata exatamente esse cenário quando mostra que cerca de 40% das empresas no Brasil oferecem treinamentos esporádicos ou apenas uma vez por ano. “Imagina que estamos na escola e estudamos os estados brasileiros e suas capitais logo nas primeiras semanas do ano. Você acredita que estaríamos preparados para fazer uma prova surpresa a qualquer momento? Basicamente um ciberataque é isso, um teste de conhecimento surpresa. Se o indivíduo não tem boas práticas de segurança, as chances de sucesso do criminoso aumentam“, explica Rebouças.

A solução desse problema é relativamente simples para o especialista. Ele destaca que hoje em dia existem plataformas de treinamento customizadas (focando nos conhecimentos principais que cada perfil de funcionário precisa ter) e que oferecem simulações (testes) periódicas para verificar a necessidade de uma reciclagem para assegurar que a proteção da empresa não falhará por causa de um erro humano.

“A obrigação dos treinamentos não garante uma maior proteção corporativa. A empresa também tem sua responsabilidade no processo de adotar bons hábitos de segurança, o que incluiu ter o tema com uma prioridade de negócio. Essa importância precisa estar refletida nas tecnologias e processos da empresa e servirá como exemplo para os indivíduos. Quando esses três pilares estiverem fortalecidos, a segurança corporativa estará pronta para repelir ameaças externas”, afirma Rebouças.

O estudo “Impressões Digitais e sua relação com as pessoas e as empresas” é parte da campanha de conscientização da Kaspersky para explicar a importância dos dados pessoais para as vida digital de empresas e indivíduos. Ao traçar um paralelo entre as informações que devem permanecer confidenciais e nossa identidade, a empresa traça um paralelo para simplificar esse entendimento e facilitar a adoção de bons hábitos digitais.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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