Vendas de veículos novos registram queda de 15% no primeiro semestre do ano

Em junho, vendas cresceram 0,22%
As vendas de veículos automotores novos acumularam queda de 15,04 % no primeiro semestre do ano em relação a igual período de 2021, totalizando 683.173 unidades. Em junho, houve alta de 0,22% na comparação com junho de 2021. Foram comercializados no mês passado, 133.578 veículos, ante os 133.298 de junho de 2021. Em comparação a maio último, houve queda de 4,21%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5), em São Paulo, pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
As vendas de automóveis e veículos comerciais leves acusaram queda de 12,7% em junho, em comparação com junho do ano passado. Em relação a maio, o recuo foi de 10,16%. No acumulado do ano o declínio atingiu 16,89% em comparação ao mesmo período de 2021.
A comercialização de caminhões aumentou em junho com as vendas sendo 5,27% maiores do que em maio. Mas, com relação a junho do ano passado, houve queda de 2,10%. No acumulado do ano, a retração foi de 1,22%.
Já as motocicletas tiveram elevação nas vendas de 13,27% em junho em comparação a junho de 2021. Em relação a maio de 2022, houve queda de 9,37%. No acumulado do ano, a comercialização de motocicletas teve alta de 23,07%.
Projeções são revistas
Diante dos resultados ruins do primeiro semestre, a Fenabrave atualizou as projeções do mercado para 2022. Em janeiro, a entidade esperava um avanço de 4,6% no ano. Agora, a expectativa é de crescimento zerado.
São esperados 2.119.918 emplacamentos, contra 2.119.426 do ano passado. Para automóveis, deve haver redução de 0,5%. Caminhões devem ter desempenho estável, enquanto comerciais leves (1,8%) e ônibus (2,8%) sobem sensivelmente.
O presidente da Fenabrave, Andreta Jr., acredita que em outubro a projeção poderá subir. “Ainda há um descasamento do que se consegue produzir e a demanda de venda. Alguns modelos estão faltando, outros estão sobrando. Mas o que está parado sai rápido com a chegada de peças”, afirma.
Segundo a entidade, há um represamento de 500 mil veículos a serem entregues no país. Há ainda uma expectativa de antecipação de vendas por conta da entrada em vigor do sistema Euro 6 no ano que vem, conjunto de normas que regulamentam a emissão de poluentes para motores a diesel.








