Uso de cartão pré-pago internacional é o menor em 4 anos

Uso de cartão pré-pago internacional é o menor em 4 anos

As operações de câmbio turismo com cartão pré-pago internacional apresentam, em 2022, o menor volume percentual dos últimos quatro anos. Segundo dados da B2Gether, empresa especializada em operações de câmbio, o montante de transações cambiais com essa modalidade de pagamento representa 7,06% em relação ao total de operações de câmbio turismo realizadas no Brasil.

Já o uso de dinheiro vivo em viagens internacionais este ano é o maior do último quadriênio, respondendo por 92,94% de todas as transações cambiais dessa natureza, conforme apontam os dados apurados pela empresa junto à base de informações do Banco Central (BC).

“É interessante notar que, diante da digitalização do dinheiro em muitos destinos no mundo, as operações de câmbio turismo na forma de moeda em espécie segue dominante no Brasil, em detrimento da utilização de outras modalidades, como é o caso do cartão pré-pago”, comentam Janaina Assis e Diego Zia, sócios-fundadores da B2Gether.

Para os especialistas, apesar de os cartões pré-pagos oferecerem mais segurança e praticidade, pesa contra eles um custo operacional e tributário maior. A alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que incide sobre o cartão, por exemplo, é de 6,38%, enquanto na compra de moeda em espécie o valor cobrado é 1,1%.

“Estamos passando, sim, por um processo de transição do dinheiro vivo para o dinheiro digital. Aqui no Brasil mesmo o Pix tem crescido absurdamente. Mas o que percebemos no turismo internacional é um cenário um pouco diferente. Os turistas brasileiros ainda estão muito acostumados a comprar moeda em espécie, que é uma das formas mais tradicionais e baratas de levar recursos ao exterior”, explicam os CEOs da B2Gether, que juntos somam mais de 20 anos de experiência no mercado de câmbio brasileiro.

Os dados, que englobam cerca de 80 moedas estrangeiras e mais de 65 instituições financeiras que atuam no Brasil, consideram os volumes de operações de câmbio turismo movimentados no primeiro trimestre dos últimos quatro anos.

A seguir, você confere os números relativos às transações com dinheiro vivo e cartão pré-pago:

  • Em 2019, foram registradas 1.599.649 operações com dinheiro em espécie (87,75%) contra 233.287 com cartão pré-pago (12,79%);
  • Em 2020, foram registradas 1.207.210 operações com dinheiro em espécie (88,65%) contra 154.507 com cartão pré-pago (11,35%);
  • Em 2021, foram registradas 282.570 operações com dinheiro em espécie (88,79%) contra 35.663 com cartão pré-pago (11,20%);
  • Em 2022, foram registradas 1.176.783 operações com dinheiro em espécie (92,94%) contra 89.388 com cartão pré-pago (7,06%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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