97% das empresas pretendem reduzir custos e trabalho híbrido

97% das empresas pretendem reduzir custos e trabalho híbrido

Uma nova pesquisa encomendada pelo IWG – líder global e nacional em espaços de trabalho flexíveis como coworkings e escritórios -, constatou que 91% dos diretores financeiros acreditam que, de acordo com o cenário econômico, é iminente uma recessão. Segundo 36% dos participantes, essa desaceleração ocorrerá ainda em 2022. Como resultado, quase todos os executivos (97%) começaram a readequar os custos, buscando reduzir as despesas.

O estudo realizado com 250 CFOs indica o gasto com facilities como um dos principais alvos para as empresas, com dois terços (65%) dos executivos financeiros visando uma redução de mais de 10% ao ano. Metade das empresas pesquisadas disseram que já optaram por contratos de curto prazo ou espaços de trabalho compartilhados para restringir, ainda mais, os custos. O trabalho híbrido é visto por 82% desses diretores como um modelo de negócios mais barato.

Entre os CEOs da Fortune 500, 74% disseram que planejam diminuir o espaço no escritório. Nos Estados Unidos, um levantamento recente feito pela Robin, provedora de software, indicou que 83% dos executivos esperam que o trabalho flexível seja um meio de reduzir custos, enquanto 60% disseram que planejam diminuir o espaço do escritório pela metade ou até mesmo mais da metade.

Dados mais recentes divulgados pelo IWG mostram que a adesão sob demanda de espaços de trabalho compartilhados cresceu 97% entre janeiro e março de 2022 em relação ao ano anterior. “O registro indica um crescimento acima da média mundial, de 93%. Esse aumento evidencia que os líderes empresariais estão cientes das vantagens do trabalho híbrido. Sendo assim, permitem que as companhias atraiam e retenham os melhores talentos, fomentando a competitividade no mercado, e consequentemente reduzindo seus gastos”, destaca Tiago Alves, CEO do IWG no Brasil.

Segundo levantamento Global Workplace Analytics, a economia gerada pelo modelo híbrido chega a ser, em média, de U$11 mil por funcionário por ano. Isso cria uma economia substancial, independentemente do tamanho da companhia. A empresa de tecnologia empresarial Global, Cisco, tornou-se híbrida há cinco anos, cortando 50% de suas despesas imobiliárias, economizando cerca de US$ 500 milhões.

Mas não são só as economias financeiras que impulsionam as mudanças. Mais da metade (53%) dos entrevistados diz acreditar que seus funcionários preferem um modelo de trabalho híbrido, e 87% concordam que é mais acessível em um momento em que o custo de vida está aumentando. Outra pesquisa realizada pelo IWG mostra que 77% dos funcionários dizem que o escritório perto de casa é indispensável para o próximo emprego, reduzindo, além dos custos, o tempo de deslocamento. Visando as mudanças apresentadas nesse cenário, o IWG comprometeu-se a inaugurar 1.000 novos espaços no próximo ano para atender à crescente demanda por trabalho híbrido. Com a busca por espaços fora dos grandes centros comerciais aumentando 36% desde janeiro deste ano, a maioria dessas inaugurações deverão ser realizadas nesses locais.
De acordo com Mark Dixon, CEO do IWG, as empresas podem reduzir por volta de 50% de seus custos imobiliários se tornando híbridas. “O trabalho híbrido ajuda as empresas a se manterem competitivas e resilientes, especialmente em tempos de incerteza econômica. Pesquisas mostram que CFOs e líderes empresariais estão adotando o trabalho híbrido por muitas razões. Esse modelo não apenas proporciona o equilíbrio entre vida profissional e bem-estar de suas equipes, mas fornece um impulso significativo para o resultado de uma empresa”, comenta o fundador e CEO do IWG, Mark Dixon.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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