Efeitos da guerra entre a Ucrânia e Rússia ainda refletem no setor de TI

Efeitos da guerra entre a Ucrânia e Rússia ainda refletem no setor de TI

Empresários do setor buscam alternativas para seguir atuantes e de portas abertas

Passados oitos meses desde o início da guerra entre a Ucrânia e a Rússia, os impactos na economia global são inevitáveis, afinal, o conflito foi a primeira em larga escala desde a Segunda Guerra Mundial. Um dos setores afetados é o de tecnologia. A alta taxa de juros global afetou a capacidade de investimento de muitas empresas e o apetite de risco de muitos investidores, colocando em xeque o planejamento do empresário tech.

“Para planejar da melhor forma possível os próximos passos da empresa, uma organização financeira é primordial”, reforça Guilherme Niece, sócio e assessor de investimentos da Apollo Investimentos. Conforme ele, que conduziu recentemente um evento sobre o tema, além da alta de juros pesa na balança contra o setor de tecnologia (TI) a pandemia da Covid-19, fenômeno que afetou drasticamente o cenário global.

Uma das estratégias para a volta por cima é um bom planejamento financeiro e investimento adequado do caixa e valores de médio e longo prazo da empresa. Segundo Guilherme, existem muitas oportunidades atualmente que, se bem captadas, podem fomentar os negócios. “Uma oportunidade pode ser muito boa pra um determinado projeto, mas para outro pode não ser tão adequada”, alerta. O assessor reforça que no planejamento empresarial precisa ser levado em conta a organização para que a escolha seja assertiva e de acordo com os projetos e objetivos. “A renda fixa (pré-fixada de curto prazo) está muito atrativa, assim como algumas ações de boas empresas negociadas na bolsa. Investimentos que trazem proteção patrimonial também são boas oportunidades atualmente”, indica.

O Banco Mundial estima que a postura de outras organizações no combate à inflação pode iniciar um cenário de recessão global já em 2023. A entidade adverte ainda para o risco de crises financeiras em economias emergentes e em desenvolvimento, como é o Brasil. Então, quando investir? A pergunta tem uma resposta paradoxal: sempre. “Não existe o momento perfeito para começar a investir, mas sim o investimento mais adequado para determinado momento e pessoa”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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