64% dos brasileiros querem usar IA para organizar as finanças

64% dos brasileiros querem usar IA para organizar as finanças

Pesquisa inédita mostra que inteligência artificial ainda é pouco explorada para gestão do dinheiro, mesmo com alta adoção geral da tecnologia

A inteligência artificial já faz parte da rotina dos brasileiros e desperta cada vez mais interesse para apoiar a gestão do dinheiro. É o que mostra o estudo inédito “Inteligência Artificial e Finanças: O que pensam os brasileiros”, realizado pelo Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre. Segundo o levantamento, 66% dos entrevistados já utilizam assistentes de IA, como ChatGPT, Gemini, Copilot e Claude, e 64% demonstram interesse em recorrer à tecnologia para organizar a vida financeira. Apesar do alto interesse, apenas 9% dos participantes aplicam hoje a tecnologia para cuidar das próprias finanças.

Realizada em junho com 2.300 usuários do Mercado Pago de todos os estados brasileiros, a pesquisa revela que a IA já está incorporada ao dia a dia: 39% utilizam essas ferramentas ocasionalmente e 27% com frequência, enquanto 16% ainda não utilizam, mas demonstram alto interesse. Quando aplicada às finanças, os consumidores priorizam soluções para controlar gastos mensais (16%), identificar oportunidades de economia (14%), receber sugestões de investimentos (12%) e planejar compras de maior valor (9%), reforçando a busca por ferramentas que apoiem decisões financeiras cotidianas.

“O brasileiro já enxerga a inteligência artificial como uma aliada para análise de cenários e como apoio às decisões no dia a dia. E mostra que existe uma demanda para integração da IA cada vez mais na vida financeira, mas acompanhada de transparência e experiências cada vez mais personalizadas”, comenta Ignacio Estivariz, vice-presidente do do Mercado Pago.

A confiança é um dos principais fatores para ampliar a adoção da tecnologia. Para 73% dos entrevistados, recomendações financeiras personalizadas baseadas no histórico de movimentações seriam bem-vindas, desde que o uso das informações ocorra com transparência e sob controle do próprio usuário. Entre eles, 40% acreditam que esse tipo de personalização tornaria a ferramenta muito mais útil e 33% aceitariam compartilhar seus dados desde que pudessem decidir quais informações seriam utilizadas.

Experiências conversacionais

A pesquisa também mostra preferência por experiências conversacionais: 51% gostariam de interagir com um assistente financeiro por meio de chat, enquanto 42% preferem receber comunicações proativas em formato de texto. Além disso, 54% não apresentam objeção ao uso de assistentes integrados às instituições financeiras, sendo que 26% preferem soluções conectadas ao banco para oferecer recomendações mais relevantes.

O estudo também identificou uma lacuna importante na forma como os brasileiros administram suas finanças. Quase metade dos entrevistados (48%) afirma tomar decisões financeiras importantes sozinha, sem apoio de qualquer ferramenta ou especialista. Apenas 11% utilizam aplicativos de gestão financeira, enquanto 12% recorrem a profissionais especializados. O cenário reforça a oportunidade para soluções baseadas em inteligência artificial que auxiliem os consumidores na organização financeira de maneira simples e acessível.

“A inteligência artificial tem potencial para tornar a gestão financeira mais simples e personalizada, ajudando as pessoas a organizar gastos, economizar e planejar o futuro. O papel da tecnologia é apoiar o usuário com informações relevantes, sempre preservando sua autonomia nas decisões”, completa Estivariz.

Inteligência Artificial integrada aos bancos ganha espaço

Na percepção dos consumidores, soluções integradas às instituições financeiras também ganham espaço. 26% afirmam preferir um assistente conectado diretamente ao banco, aproveitando o histórico de movimentações para oferecer recomendações mais relevantes, enquanto 28% são indiferentes ao modelo adotado, desde que a experiência funcione bem.

O estudo também revela uma visão otimista sobre o impacto da tecnologia no setor financeiro. Para 73% dos entrevistados, a inteligência artificial deve transformar a relação das pessoas com o dinheiro nos próximos anos. Desse total, 39% acreditam que a mudança será profunda, enquanto 34% esperam uma transformação gradual. Apenas 27% demonstram ceticismo em relação ao potencial da tecnologia.

Em 2025, o Mercado Pagou lançou o “Assistente Pessoal”, com inteligência artificial generativa, que já resolve mais de 95% das consultas dos clientes de forma autônoma. Disponível para toda a base de usuários, a ferramenta representa um marco no uso de IA no setor e permite que o usuário realize praticamente todas as funcionalidades do aplicativo de forma conversacional. Construído com tecnologia proprietária, o “Assistente Pessoal” compreende linguagem natural e interage em tempo real, por texto ou voz, para executar tarefas cotidianas de forma fluida. Funções como consultas de saldo, pagamentos, transferências via Pix e a programação de depósitos nos Cofrinhos, podem ser realizadas por meio de um simples comando. Além disso, a ferramenta pode ajudar o usuário na tomada de decisões no dia a dia com a simulação e comparação de cenários de rentabilidade, realização de projeções e a traçar planos para atingir metas financeiras.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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