Galpões viram alvo de fundos bilionários em meio à menor vacância da história

Galpões viram alvo de fundos bilionários em meio à menor vacância da história

Fundos imobiliários avançam na compra de galpões logísticos prontos e em construção

A disponibilidade cada vez menor de galpões logísticos de alto padrão abriu uma corrida por ativos no Brasil e colocou o segmento no radar de fundos imobiliários com bilhões de reais sob gestão. O mercado encerrou 2025 com vacância nacional de 6,6%, menor patamar já registrado, ante 8,5% no fim de 2024, segundo análise do Itaú BBA.

Fundos como BTLG11, XPLG11, TRXF11, CPLG11 e GGRC11 estão entre os que anunciaram aquisições ou investimentos no segmento nos últimos meses. As operações incluem desde carteiras de galpões já construídos e ocupados até projetos em andamento, alguns contratados antecipadamente por empresas como Mercado Livre e Shopee. Entre os negócios anunciados estão captações e aquisições acima de R$ 1 bilhão, além de empreendimentos de centenas de milhões de reais em São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Em alguns casos, os fundos entram no ativo durante a obra, com contratos de longo prazo já assinados, pagamentos vinculados ao avanço da construção e mecanismos de renda mínima até o início da operação.

Para Douglas Curi, CEO da Sort Investimentos, empresa que reúne atualmente mais de R$ 3 bilhões em ativos em galpões logísticos, o interesse dos fundos também está relacionado às características financeiras desse tipo de imóvel. Galpões de alto padrão costumam reunir contratos de locação de longo prazo, grandes empresas como ocupantes e geração de receita recorrente, ao mesmo tempo em que a baixa disponibilidade de ativos em regiões estratégicas aumenta o potencial de valorização. “Para um fundo, ter um imóvel bem localizado, com contrato de longo prazo e um locatário sólido traz previsibilidade de receita. Quando isso se combina a uma oferta limitada de novos galpões, o ativo também ganha potencial de valorização ao longo dos anos”, explica Curi.

Em Santa Catarina, o especialista aponta Itajaí, Navegantes, Araquari, Garuva e Itapoá entre as regiões com maior procura por ativos logísticos. O corredor concentra acesso à BR-101, importantes portos e polos industriais, além de ligação direta com mercados consumidores das regiões Sul e Sudeste. A presença de fundos imobiliários em operações no estado, como a aquisição anunciada pelo GGRC11 em Garuva, por quase R$ 200 milhões, mostra que o capital institucional começa a avançar também fora do principal eixo logístico paulista.

Para Curi, essa tendência revela um amadurecimento do mercado brasileiro. “Os fundos passaram a entrar mais cedo nos projetos e a participar do desenvolvimento dos empreendimentos, e não só da etapa de aquisição. Isso amplia as possibilidades de financiamento, viabiliza novos galpões e ajuda o setor a responder com mais rapidez à demanda das grandes empresas”, conclui.

Imagem – Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *