Copa do Mundo: um bom case para a reflexão nos negócios familiares

Copa do Mundo: um bom case para a reflexão nos negócios familiares

A Copa do Mundo do Catar começou no dia 20 de novembro e para quem administra negócios familiares esse pode ser um bom case para a reflexão. O gestor que comanda empresas familiares no Brasil sabe que bons resultados dependem de estratégias táticas e técnicas.

Um evento com a dimensão de uma Copa do Mundo reúne diferentes agentes para o processo decisório e envolve pessoas diferentes, de áreas e segmentos diferentes, por isso muitas ações de governança aplicadas no mundial também são aplicáveis em negócios familiares, a começar pelo planejamento. Quando estamos diante de um projeto que envolve muita gente de áreas e segmentos diferentes, o planejamento impacta diretamente no resultado final.

Planejamento

O planejamento a longo prazo é um aliado dos negócios. A visão sistêmica dos próximos anos pode trazer benefícios, como uma preparação mais adequada para os impactos econômicos e outras questões relevantes para o projeto. Para se realizar uma Copa do Mundo, por exemplo, a definição do país-sede acontece com anos de antecedência, para essas nações conseguirem se preparar de maneira exemplar. Acompanhe algumas datas para entender como essa preparação acontece:

Em 30 de outubro de 2007, o Brasil foi confirmado país-sede da Copa do Mundo de 2014 (7 anos de antecedência).

No dia 2 de dezembro de 2010, o Comitê Executivo da Federação Internacional de Futebol (FIFA) escolheu a Rússia como sede da Copa do Mundo 2018 e o Catar como sede da Copa 2022 (8 e 12 anos, respectivamente).

Parte da boa Governança é criar visão de longo prazo. Nos negócios, o planejamento de longo prazo é um exercício de gestão que engloba muito mais do que projetar e mensurar resultados pontuais. É nele que a visão, a missão e os valores do negócio familiar tomam corpo e contornos objetivos. Planejar onde o seu negócio estará daqui a três ou cinco anos é poder construir, de forma proativa, como os valores do negócio estarão ainda se conectando com o mercado e atendendo às demandas futuras dos seus consumidores.

A importância dos Conselhos

É impossível falar sobre governança sem falar sobre os Conselhos Administrativos. O suporte técnico é essencial para estabelecer um planejamento coerente e estratégico e a tarefa não é simples. Justamente pela falta de apoio técnico, poucas empresas conseguem estabelecer estratégias para os próximos três a cinco anos, com visão, missão, objetivos e metas definidas para o desenvolvimento do negócio.

Ao traçar o paralelo com o Comitê Gestor da Copa do Mundo FIFA 2014 do Brasil, observa-se que para a realização da Copa do Mundo, o comitê era formado por 20 órgãos: 16 ministérios, Advocacia-Geral da União, Controladoria Geral da União e Secretaria Especial de Portos da Presidência da República. A reunião de pessoas com diferentes expertises contribui, e muito, para a consolidação do planejamento de longo prazo. Do contrário, os macro objetivos sempre irão perder espaço para as urgências do curto prazo, o maior risco para as empresas familiares que querem se estabelecer no mercado.

Os Conselhos Administrativos e Conselhos Consultivos colegiados garantem maior credibilidade à gestão e mostram que o negócio sabe adotar boas práticas de Governança, o que resulta em maior solidez para os resultados e maior confiança a todos os interessados no desempenho da empresa (de sócios a clientes). Mas é importante formar um conselho com representantes e especialistas escolhidos de forma meritocrática, afim de garantir longevidade para  negócio e um planejamento sólido de longo prazo. Aproveite a Copa do Mundo para refletir sobre a governança da sua empresa.

O artigo foi escrito por Gilson Faust, que tem mais de 30 anos de experiência em consultoria empresarial com ampla experiência na integração, formatação e liderança de vários conselhos de administração, de herdeiros e sucessores. Possui longa atuação em consultoria de famílias empresárias nas regiões do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minhas Gerais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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