Pedidos de créditos para empreender atingem 16% do total

Pedidos de créditos para empreender atingem 16% do total

80% dos solicitantes de empréstimos para aplicar em um negócio não possuem carteira assinada

O empreendedorismo tem crescido no país nos últimos anos. Isso pode ser atribuído a vários fatores, como o aumento do desemprego, a falta de oportunidades de trabalho, a necessidade de complementar a renda familiar ou ainda alcançar objetivos de carreira e independência financeira. De acordo com o Índice FinanZero de Empréstimo (IFE), os pedidos de créditos destinados para negócio próprio foi a segunda razão que mais apareceu entre as solicitações de novembro de 2022, representando 16% do total, atrás somente do motivo “dívidas”, com 31%.

Segundo a última edição do índice, utilizar o valor do empréstimo para virar pessoa jurídica, abrir ou fazer a manutenção de um negócio foi a meta em 7 dos 9 estados do Nordeste. Pernambuco (PE), Paraíba (PB), Sergipe (SE), Alagoas (AL), Piauí (PI), Rio Grande do Norte (RN) e Ceará (CE) solicitaram empréstimo para investir em empreendimentos próprios dentro da plataforma da fintech de crédito online, enquanto na maior parte do país (17 estados e o Distrito Federal), as dívidas foram a principal motivação.

Além disso, outro dado chama atenção: entre o público solicitante de crédito para empreender, 80,6% não eram CLT’s (Consolidação das Leis do Trabalho). Destes, aproximadamente 37% possuíam idades entre 25 a 34 anos no décimo primeiro mês do ano passado. O empreendedorismo jovem tem se tornado cada vez mais popular ao redor do mundo e os números reafirmam esse novo movimento do mercado também no território nacional.

É possível supor que essa é uma alternativa atrativa, principalmente, por permitir ter mais flexibilidade e autonomia, além de possibilitar fazer algo que seja significativo para eles. De acordo com a HeroSpark, plataforma de estratégias online, 3 em cada 5 jovens brasileiros querem empreender e 24% dos jovens das classes A, B e C já têm a própria empresa.

“O aumento do empreendedorismo também pode ser atribuído ao crescimento do setor de serviços, que oferece muitas oportunidades para pessoas que desejam abrir um negócio”, comenta Rodrigo Cezaretto, diretor operacional da fintech.

O número de aberturas de empresas atingiu 1.379.163 no segundo quadrimestre de 2022, representando um acréscimo de 2,0% em relação ao primeiro quadrimestre. Ao todo, há 20.144.767 empresas ativas no país. Essas informações foram divulgadas pelo Mapa de Empresas do Ministério da Economia. Mesmo com o saldo positivo, é importante analisar que investir e manter um negócio próprio envolve riscos e desafios. Por isso, é necessário avaliar se é uma opção viável, traçar um plano de negócios, analisar as condições para arcar com os custos, além de considerar o orçamento pessoal e o potencial de lucro.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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