Boletos mantém espaço e batem recorde em 2022

Boletos mantém espaço e batem recorde em 2022

Mesmo com o avanço de novas formas de pagamento, como, mais recentemente, o Pix, o número de boletos emitidos nos últimos quatro anos cresceu e bateu recorde em 2022. Segundo a Nuclea, provedora de infraestrutura tecnológica bancária e de pagamentos para o ecossistema financeiro, no ano passado foram emitidos 7.696.919.681 documentos, aumento de 24,76% em comparação a 2019.

“O boleto não vai acabar, porque existem outras funções agregadas a seu uso tradicional. Além de ser um instrumento de pagamento, serve como garantia para crédito, atua como centralizador em toda relação mercantil (como abatimentos e descontos) e já está integrado com os sistemas financeiros das empresas, como ERP”, explica Leonardo Ribeiro, superintendente de negócios da Nuclea.

Justamente por essas características, o boleto ainda é muito utilizado, por exemplo, nos setores de indústria e serviços. “O boleto tem duas grandes soluções, uma está na identificação, cobrança e gestão de risco – você consegue ver se foi pago em atraso, por exemplo –, ou seja, você tem o histórico deste pagamento. Ele também carrega o perfil do pagador e do emissor, conseguindo analisar, pelos boletos pagos por uma instituição e por amostra, se o pagador costuma quitar suas dívidas em dia, ou com atrasos”, detalha Ribeiro.

A região Sudeste foi a que mais emitiu e recebeu boletos em 2022, somando 66,71% e 48,08% das unidades no período, respectivamente. No outro extremo, o Norte concentra 1,53% e 5,63%. “O boleto é um sistema instantâneo sob vários aspectos. Por exemplo, quando ele é emitido, rapidamente aparece na tela do banco do pagador, na aba do débito direto autorizado – e, ao ser pago, instantaneamente o outro lado recebe a informação de que houve esse pagamento, o que é primordial para o fluxo de caixa da empresa. Com a modernização que a Nuclea está levando ao mercado, até outubro deste ano, a liquidação do fluxo financeiro de 45% dos boletos ocorrerá no mesmo dia do pagamento”, informa Ribeiro.

Bolepix

A tendência é que o mercado caminhe para o chamado “bolepix”. Por este modelo, o boleto, passa a contar, não apenas com um código de barra como forma de pagamento tradicional, mas com um QR Code, para pagamento por Pix, liquidado pelo Banco Central. Tanto no pagamento do boleto, em si (código de barra) quanto no do Pix (QR Code) os bancos e emissores serão informados imediatamente do pagamento, com agilidade e segurança.

“Estamos simplificando a adoção de um boleto que pode ter a trilha de liquidação do Pix sem que ocorra a necessidade de as empresas alterarem sistemas internos de gestão (ERP). Vamos manter o layout de retorno, os demais padrões que existem, afinal todos já estão adaptados”, destaca Ribeiro. “Toda a conciliação do boleto será mantida”, acrescenta ele.

Outra novidade que está sendo avaliada pelo Banco Central é o serviço de Registro de Duplicatas, que está em operação pela Nuclea. Isso evitará que um mesmo título seja negociado por mais de um banco, reduzirá custos e aumentará a segurança na concessão de crédito.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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