Inflação e Selic devem continuar em alta
Para os próximos meses, Mori acredita que haverá alta na inflação, mas de menor intensidade: A inflação medida pelo IPCA deverá permanecer pressionada no primeiro trimestre, embora os efeitos da alta do grupo alimentação devam se dissipar nos próximos meses á medida que a produção e o abastecimento se normalizem. Também é importante mencionar que o grupo educação deverá registrar alta um pouco mais robusta em fevereiro por conta da sazonalidade dos reajustes de matículas e mensalidades escolares (em fevereiro de 2010, a alta de preços desse grupo foi de 4,53%). No entanto, é bem provável que a inflação apresente resultados melhores a partir do primeiro trimestre. Os preços dos alimentos devem recuar mais adiante, e as pressões inflacionárias tendem a ser um pouco menos intensasâ€, destaca o professor Mori.
Segundo o professor, para conter a inflação o governo deverá elevar a Selic. Não há muito que o governo possa fazer em relação aos choques adversos de curto prazo ou a sazonalidades específicas. No entanto, o patamar da inflação brasileira é relativamente alto e instrumentos de política monetária e política fiscal deverão ser utilizados nesse processo de ajuste. Do lado monetário, é bem provável que sejam verificadas novas altas da meta da taxa básica de juros – Selic (provavelmente, deve aumentar 0,5 p.p em março). Além disso, não devem ser descartadas novas medidas de cunho monetário (como compulsórios) ou de crédito, caso o Banco Central julgue ser adequado conter a expansão da oferta. Por fim, do lado fiscal, seria muito bem vindo um conjunto de medidas no sentido de conter a expansão de gastos públicos e, com isso, evitar pressões de demanda agregada que viriam a se refletir em preços mais adianteâ€, finaliza Mori.








