Níveis de aptidão financeira influenciam no rendimento dos funcionários

Níveis de aptidão financeira influenciam no rendimento dos funcionários
Lucas Radd.

No Brasil, atualmente apenas uma mínima camada da população tem acesso a aconselhamento financeiro de qualidade, mesmo o país sendo a nona economia do mundo. Com isso, os problemas relacionados a dinheiro acabam afetando diretamente a rotina e as decisões das pessoas, influenciadas pela falta de organização. Mas você sabe como os níveis de aptidão financeira influenciam no rendimento dos colaboradores de uma empresa?

A pesquisa The Employer’s Guide to Financial Wellbeing, realizada em 2021 com trabalhadores do Reino Unido, aponta que a maioria dos funcionários se enquadram em ter baixos níveis de aptidão financeira, ou seja, gastam primeiro e poupam caso sobre algo. Além disso, o nível de bem-estar relacionado ao dinheiro de alguém é determinado por sua atitude, hábitos e comportamentos, já que a maioria dos entrevistados gasta antes do pagamento.

Veja abaixo quais são os cinco níveis de aptidão financeira que foram analisados:

  • Lutadores: frequentemente ficam sem dinheiro antes do dia de pagamento;
  • Gastadores: praticamente não possuem economias e não têm o suficiente para gastar em coisas sem se sentirem culpados;
  • Construtores: possuem mais de três meses de economia para lidar com gastos inesperados;
  • Planejadores: possuem economias para se manterem por quase três meses, mas não têm o suficiente para lidar com gastos inesperados;
  • Prósperos: as finanças não são uma restrição para viver a vida que eles querem.

Outro ponto que se destacou na análise é que no Reino Unido, 26% dos funcionários estão preocupados com dinheiro, o dado supera as preocupações com: a carreira (22%), com a saúde (18%) e, por fim com os relacionamentos (14%). Mesmo durante uma pandemia, o dinheiro continuou sendo a maior fonte de estresse na vida da maioria dos funcionários.

Apesar do levantamento ter sido feito na Europa, o conceito se adequa ao Brasil, que possui problemas sérios de qualidade na educação financeira. Em 2019, 73% dos brasileiros indicaram os problemas envolvendo dinheiro como a principal fonte de tensão. Em 2021, esse total subiu para 78%, de acordo com dados da International Stress Management Association (ISMA-BR).

Partindo desses níveis, podemos analisar que funcionários prósperos tendem a ser mais felizes, pois pessoas estáveis financeiramente são mais propensas a aumentar seu capital, estabilizar suas despesas e, consequentemente, alavancar o crescimento econômico/patrimonial. Com isso, elas possuem mais possibilidades de realizar sonhos e sair dos ciclos de endividamento, já que esse cenário estimula um futuro mais consciente.

Alguns profissionais, muitas vezes bem remunerados, têm uma visão distorcida da sua renda e, logo, sobre o seu bem-estar financeiro pelo fato de não ter um bom controle de suas finanças pessoais. Isso gera descontentamento, queda na produtividade e, por consequência, aumento na taxa de rotatividade dentro da empresa. Além disso, profissionais com baixa saúde financeira apresentam menor produtividade, maior absenteísmo, gastam até 14 horas semanais cuidando das suas finanças e têm duas vezes mais intenções de trocar de emprego (PwC 2022).

Algumas possibilidades para organizar as finanças pessoais são a contratação de um consultor financeiro, a realização de um curso ou, dentre outros, uma agenda para controle. É claro que não existe um modo só que seja o único correto, mas há a necessidade de ter uma forma de se organizar financeiramente para que não se corra riscos ou se tenha surpresas, evitando o endividamento, por exemplo.

Quando a pessoa entende qual é o seu nível de aptidão financeira, ela pode criar uma consciência em relação a quais medidas tomar para melhorar sua qualidade de vida. Afinal, o planejamento com o dinheiro permite entender os caminhos que existem para atingir um determinado desejo pessoal ou profissional. Além disso, quando nos conscientizamos sobre o planejamento financeiro, ele se torna um grande incentivador.

O artigo foi escrito por Lucas Radd, que é sócio-fundador e CEO da Rufy, plataforma de saúde financeira, destinada para pessoas e empresas, interessadas em oferecer o sistema como benefício aos colaboradores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *