Bens de consumo duráveis puxam crescimento da indústria

Em 2010, cinco estados brasileiros registraram altas acima da média nacional no que tange á  produção industrial. Enquanto o crescimento da produção industrial na média brasileira foi de 10,5%, os destaques ficaram por conta do Espírito Santo (22,3%), seguido por Goiás (17,1%), Amazonas (16,3%), Minas Gerais (15%) e Paraná (14,2%). Já  a indústria de Pernambuco (10,2%) e de São Paulo (10,1%), acumulou ao longo do ano passado aumentos próximos á  média da indústria brasileira.

O crescimento da produção industrial em 2010 nas 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é explicado pelo desempenho de estados cujo parque fabril está ligado a setores de bens de consumo duráveis, como eletrodomésticos e automóveis, pela recuperação das vendas externas das commodities e ainda pela baixa base de comparação no ano anterior, que ainda sofreu os reflexos da crise mundial. A avaliação é do gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo.

“A maior presença de setores ligados a bens de consumo duráveis, especialmente automóveis e eletrodomésticos de linha marrom (televisão, aparelhos de som etc.), explica o forte avanço de determinadas regiões. Além disso, foram beneficiadas áreas com fabricação de bens de capital e produção de commodities, que recuperaram as exportações. A baixa base de comparação também é importante para explicar boa parte do crescimento”, ressalta Macedo.

No Paraná, entre os setores que contribuíram para o crescimento de 14, 2 % em 2010 estão os automotores (caminhões), que tiveram aumento de 57,6%; máquinas e equipamentos (tratores e máquinas para colheita), que cresceram 24,5% e alimentos (carnes, miudezas de aves e açúcar cristal), com aumento de 8,3%.

Soma

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