Com mais de 50 mil alunos financiados, Elleve capta R$ 100 milhões no lançamento de seu novo FIDC

Lançamento corresponde ao propósito da fintech, que oferece soluções de crédito estudantil para democratizar o acesso à educação profissionalizante
A Elleve, fintech de crédito educacional que conecta escolas profissionalizantes e estudantes, anuncia o seu novo Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), com emissão inicial de R$ 100 milhões, captados na primeira rodada de investimentos, realizada no início deste ano. Direcionado a investidores qualificados, o FIDC ELLEVE tem como objetivo além de apoiar sua rede de mais de 350 escolas parceiras, oferecer soluções financeiras para o parcelamento de cursos profissionalizantes a estudantes que buscam um retorno em curto prazo em empregabilidade e aumento de renda.
André Dratovsky, CEO e fundador da Elleve, comenta que a estratégia da fintech em optar por essa forma de securitização acontece pelo movimento crescente das ofertas de FIDC no mercado, destacando-se pelas suas características de governança e custos competitivos, como fonte regular de financiamento.
“No início da nossa atuação, estruturamos a operação de funding por meio de uma securitizadora. Conforme fomos crescendo e amadurecendo os processos, entendemos a necessidade de migrarmos para algo mais robusto e familiar ao mercado de capitais. A venda de direitos creditórios tornou-se uma alternativa importante de captação de recursos para empresas que possuem um fluxo esperado de pagamentos a receber, mas que precisam de liquidez no curto prazo para investir em seu crescimento e alavancar os negócios”, explica André.
Acesso à educação
Passados pouco mais de 2 anos desde a sua fundação, a Elleve já originou mais de R$ 150 milhões em créditos, cuja performance, segundo levantamento da fintech, tem sido constante e satisfatória. “O crédito é bastante pulverizado e, por meio de mais de 350 escolas parceiras, já beneficiou mais de 50 mil estudantes”, comenta.
O parcelamento com crédito estudantil da Elleve acontece por meio de uma análise de perfil de crédito preditiva e inteligente, baseada no potencial de empregabilidade e renda futura do estudante. Além disso, o crédito destinado ao impulsionamento de carreiras proporciona taxas de juros aos estudantes muito inferiores a qualquer outro instrumento de crédito sem garantia, tais como cartão de crédito e crédito pessoal.
A partir do lançamento do fundo, a estratégia de gerar impacto e democratizar o acesso à educação profissionalizante se fortalece por meio da captação de mais recursos para investimento e pela possibilidade de oferecer crédito para mais escolas técnicas e profissionalizantes pelo país. “Não há impacto mais perene do que o investimento no conhecimento, em especial, na capacitação com alto impacto em empregabilidade e renda, fomentando esse ecossistema tão promissor”, afirma o CEO.
Ainda para 2023, a expectativa da fintech é originar cerca de R$ 250 milhões em créditos por meio do Fundo recém-lançado.
Aos investidores
O FIDC ELLEVE é um fundo de renda fixa destinado a investidores qualificados. Apesar de ser um tipo de fundo com vantagens e benefícios ao investidor, também é um tipo de investimento de risco. Em meio a um cenário com baixa liquidez no ecossistema das startups, o fundo em renda fixa também gera maior segurança aos investidores, principalmente quando atrelado a uma companhia com expertise no setor em que atua. “Fundos de investimento em crédito, por natureza, tratam o risco como uma variável intrínseca à sua existência. No caso da Elleve, além de contarmos com a expertise dos sócios que atuam na área há mais de 15 anos, a gestão de riscos e as políticas de crédito são parte central do negócio e de toda a tecnologia que o permeia”, ressalta Dratovsky. “Também destaca-se o fato de a operação da fintech abarcar todo o processo, desde a captação dos alunos, até a apuração dos impactos na empregabilidade e renda dos egressos dos cursos apoiados”, acrescenta.
Quando se trata de mercado, por ser um fundo voltado para a educação profissionalizante, alguns riscos atrelados aos fatores externos podem provocar oscilações na rentabilidade, algo que já faz parte do portfólio do investidor qualificado. No entanto, a necessidade de capacitação profissional mais dinâmica e direcionada lse torna ainda mais essencial, diante do atual cenário com as altas taxas de juros e mais dificuldade no acesso ao Ensino Superior, valorizando a importância da fintech no contexto no qual está inserido.
Uma pesquisa que fizemos em parceria com a empresa de inteligência analítica, Boa Vista, mostrou que jovens entre 18 e 35 anos, matriculados em cursos profissionalizantes via crédito da Elleve, tiveram um aumento de 23% na renda em 2021. Para um público análogo, com as mesmas características e no mesmo prazo, que não obteve acesso a esses cursos, superior ou técnico, o aumento na renda foi de apenas 10,7%. “A qualificação técnica é considerada um grande gargalo e, ao mesmo tempo, é uma das possibilidades de aumentar a produtividade, a empregabilidade e a qualificação da mão de obra no Brasil. Enquanto nos demais países da OCDE o público adulto formado por meio de cursos técnicos e profissionalizantes chega a 40%, no Brasil, ainda não passa dos 8%”, comenta o CEO da Elleve.
Aos investidores interessados em ingressar no FIDC ELLEVE ou mesmo aos atuais investidores de venture capital, existe maior possibilidade de rentabilidade, conforme cita Dratovsky. “Isso acontece devido à estrutura mais robusta e adepta ao crescimento da organização que está por vir. A gente entende que, além do retorno financeiro, a empresa irá ajudar a resolver um dos maiores gargalos do Brasil: a falta de acesso à formação da mão de obra técnica qualificada“.
O lançamento do fundo contou com a participação da gestora Solis Investimentos e da administradora Hemera, casas experientes na estruturação e gestão de produtos de crédito.








