Paraná começa a colher safra de cana
Com a expectativa de produzir 47 milhões de toneladas, o Paraná começa nesta semana o corte de cana-de-açúcar da safra 2011/12. A operação inicia na terça-feira (1º), nas unidades do Grupo Melhoramentos em Jussara e Jacarezinho e, ainda nesta semana, o Grupo Sabarálcool, com indústrias em Engenheiro Beltrão e Perobal, também estarão trabalhando. Até o final do mês, 14 das 30 unidades produtoras de açúcar e etanol entram em atividade. O Paraná é o quarto maior produtor de cana, açúcar e etanol, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Com um mix mais açucareiro, o Paraná espera produzir 3,4 milhões de toneladas de açúcar, volume 13,3% maior que o do ano anterior. A produção de etanol também vai crescer para 1,7 bilhão de litros, contra 1,6 bilhão da última temporada. Além do aumento no total de cana processada, segundo Tranin, o crescimento da produção de açúcar é consequência também do início de operação de duas novas unidades produtoras: a de Cambuí, no município de Marialva, que pertencia á Cocari e hoje integra o grupo indiano Renuka Vale do Ivaí, e a Dacalda, de Jacarezinho. Ambas só trabalhavam com etanol.
Uma das primeiras indústrias a entrar em operação, a Sabarálcool prevê esmagar entre 2,2 milhões a 2,3 milhões de toneladas nas duas unidades, priorizando o açúcar: 170 mil toneladas de açúcar e 50 milhões de litros de etanol, segundo afirma o diretor presidente Ricardo Albuquerque Rezende.
No Paraná, a atividade canavieira está presente em cerca de 140 municípios, gerando 85 mil postos de trabalho diretos e 500 mil indiretos, segundo números da Alcopar. Um terço da colheita é feita por máquinas. A entidade calcula que, indiretamente, o setor movimente mais de R$ 16 bilhões na economia estadual, 50% diretos e 50% indiretos.
No ano passado, 2,7 milhões de toneladas de açúcar e 420 milhões de litros de etanol foram exportados. A expectativa para 2011 é que esses números sejam ampliados, mas isso, segundo a entidade, depende ainda de vários fatores, entre eles o desenrolar dos conflitos em países produtores de petróleo, caso da Líbia.








