Indenizações do setor de seguros crescem 1,2% no 1º trimestre com queda expressiva do Rural

Indenizações do setor de seguros crescem 1,2% no 1º trimestre com queda expressiva do Rural

Demanda pelo seguro automóvel aumentou 24%

Dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) mostram que o setor de seguros pagou aproximadamente R$ 60 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios nos três primeiros meses do ano, valor 1,2% maior do que no mesmo período de 2022. O resultado é reflexo da queda de 15,8%, nas indenizações pagas por Danos e Responsabilidades no período, impulsionada pela redução de 70,3% nos pagamentos do seguro Rural, o que representa R$ 4,4 bilhões a menos.

Para o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, “a queda no pagamento de indenizações no primeiro trimestre de 2023 foi muito impactada pelo comportamento do mercado em 2022. Naquele ano, a seca severa registrada durante a safra 2021/2022 fez com que as indenizações pagas pelo seguro rural aumentassem em relação à safra anterior”, explicou. Por outro lado, no mesmo período, os segmentos de Coberturas de Pessoas e de Capitalização mantiveram o crescimento consistente de 9,2% e 6,7% no volume retornado aos seus clientes, respectivamente.

Em termos de procura pelos produtos do setor, a evolução no primeiro trimestre foi 10,1% maior, somando R$ 90,4 bilhões em arrecadação. Somente em março, o avanço da demanda foi de 9,6% sobre 2022, com um total de R$ 32,2 bilhões arrecadados, com destaque para: Marítimos e Aeronáuticos (+114,1%), Riscos de Engenharia (103,0%), seguro Condominial (+32,5%), Responsabilidade Civil (+31,6%) e seguro Automóvel (+24,1%).

Ainda em março, as indenizações somaram R$ 21,2 bilhões, alta de 5,5%. O seguro Condominial foi um dos que registrou o maior avanço (+17,3%), quando comparado ao que foi pago no mesmo mês em 2022.

Com dados fechados de Saúde, indenizações do setor somam R$ 450 bi em 2022

Com a recente publicação dos dados de Saúde Suplementar pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), referentes ao fechamento de 2022, o setor de seguros (sem DPVAT) avançou 11,7% sobre 2021 em termos de demanda, com R$ 618,7 bilhões em arrecadação. No mesmo período, o setor pagou aos seus clientes R$ 450,5 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios, volume 13,1% superior ao ano anterior e o equivalente a 7,3 vezes o orçamento do Auxílio Brasil para todo o ano de 2022.

O presidente Dyogo Oliveira destaca que o setor segurador tem um potencial extraordinário de crescimento. “Para alcançar esses objetivos, temos trabalhado intensamente em várias frentes para tornar o setor mais bem compreendido pela população, pela sociedade organizada e pelos governos. Importante mostrar que o seguro é um serviço único, capaz de oferecer soluções para os mais diversos anseios da sociedade e das economias modernas”.

Um dos projetos, lançado recentemente, foi o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros, Previdência Aberta, Saúde Suplementar e Capitalização (PDMS), que tem o objetivo de aumentar em 20% a parcela da população atendida pelos diversos produtos do mercado, além de elevar o pagamento de indenizações, benefícios, sorteios, resgates e despesas médicas e odontológicas dos atuais 4,6% do PIB para 6,5% do PIB. Oliveira estima que, como consequência da implementação do Plano, em termos de receita, o mercado atinja 10% do PIB nacional em 2030.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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