Com mercado aquecido, exportação de café solúvel teve alta de 29% em abril

Com mercado aquecido, exportação de café solúvel teve alta de 29% em abril

Estados Unidos, Argentina, Finlândia, Japão e Polônia são os 5 maiores importadores do produto

Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), as exportações brasileiras de café solúvel atingiram o equivalente a 324.265 sacas de 60 kg em abril, apresentando crescimento de 28,7% em comparação com as 251.994 sacas registradas em igual mês do ano passado. Os dados apontam avanço de 42% na mesma comparação, com os ingressos saltando de US$ 42,3 milhões para os atuais US$ 60 milhões. As exportações cresceram em torno de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Este aumento pode ser atribuído a vários fatores, incluindo a demanda crescente por café solúvel em países como China e Japão. Apesar de a guerra ter reduzido em 77% os envios do produto para a Rússia e também para a Ucrânia, as indústrias brasileiras de café solúvel ampliaram seus esforços e negócios em outras nações, com destaque para um avanço de 2.413% nos envios para o México, que importou cerca de 17 mil sacas até abril; de 998,7% para Finlândia, terceiro principal destino até agora; e de 721,2% ao Equador, que adquiriu aproximadamente 25 mil sacas”. Além disso, a valorização do real frente ao dólar também contribuiu para tornar o café solúvel brasileiro mais competitivo no mercado internacional.

Para Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, há uma maior competitividade para os produtos brasileiros internacionalmente. “Estamos vendo um movimento interessante de avanço das nossas commodities no mercado externo, principalmente com a valorização da nossa moeda, algo que torna nossos produtos mais competitivos internacionalmente. Porém, é importante termos investimentos internos para ampliar a nossa capacidade produtiva”, afirmou o executivo.

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2023, os Estados Unidos encabeçam o ranking dos principais parceiros comerciais do café solúvel do Brasil, com a importação de 274.542 sacas, montante 16,9% superior ao registrado entre janeiro e o fim de abril do ano passado. Fechando o top 5, vêm Argentina, com 156.914 sacas (+86,4%); Finlândia, com 87.818 sacas; Japão, com 60.502 sacas (-15,8%); e Polônia, com 55.126 sacas (+11%).

Com esses resultados, espera-se que as exportações de café solúvel continuem crescendo nos próximos meses, fortalecendo ainda mais a economia brasileira e consolidando o país como um dos maiores produtores e exportadores de café do mundo.

“O café solúvel tem ganhado cada vez mais destaque nos últimos anos, conquistando um lugar de destaque nas xícaras de consumidores em todo o mundo. Esse crescimento contínuo tem sido impulsionado por uma série de fatores-chave, que vão desde a demanda crescente por conveniência até as preferências dos consumidores. O Brasil possui uma longa tradição na produção de café de alta qualidade, e o setor de café solúvel tem se beneficiado enormemente desse legado”, completa Pizzamiglio.

Imagem – Reprodução internet

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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