Redução expressiva nos preços dos combustíveis pode gerar impactos no mercado

Redução expressiva nos preços dos combustíveis pode gerar impactos no mercado

Especialistas alertam para oscilações futuras

No anúncio mais recente, a Petrobras surpreendeu o mercado ao comunicar uma expressiva redução nos preços dos combustíveis. A queda, que entrou em vigor no dia 17 de maio, quarta-feira, trará alívio para os consumidores, mas também terá impactos significativos no comércio exterior.

Em seu anúncio, a estatal divulgou uma diminuição de R$ 0,40 por litro de gasolina (-12,6%), R$ 0,44 por litro de diesel (-12,8%) e R$ 8,97 por botijão de 13 quilos de gás (-21,3%), a ser aplicada nas refinarias. Essa redução reflete a desvalorização do petróleo no mercado internacional e a valorização do real nas últimas semanas.

Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, comenta sobre os possíveis impactos dessa diminuição nos preços dos combustíveis: “Essa redução traz perspectivas positivas para os produtores nacionais que atuam no comércio exterior. Com os custos de transporte reduzidos, haverá uma queda nos valores logísticos, o que pode gerar maior competitividade para os produtos brasileiros no mercado internacional”, afirmou.

Pizzamiglio destaca também que a redução dos preços do gás de cozinha (GLP) terá um efeito direto no setor industrial: “Para as indústrias que utilizam o GLP como matéria-prima, essa redução representa uma redução nos custos de produção, tornando-as mais competitivas tanto no mercado doméstico quanto nas exportações”, defende.

No entanto, o diretor da Efficienza alerta para a possibilidade de oscilações no mercado internacional: “Embora essa redução seja positiva, é importante lembrar que o preço do petróleo é influenciado por diversos fatores, como geopolítica, oferta e demanda global, entre outros. Portanto, é necessário acompanhar de perto as tendências internacionais para se adaptar às possíveis mudanças”, disse o executivo.

O mercado de combustíveis no Brasil é caracterizado por uma política de preços que busca alinhá-los às cotações internacionais. Essa prática, adotada pela Petrobras desde o governo de Michel Temer, tem sido alvo de controvérsias e disputas. Apesar disso, o diretor da Efficienza ressalta a importância de se adaptar às mudanças e buscar alternativas: “As empresas precisam estar preparadas para lidar com essas oscilações nos preços dos combustíveis. Isso envolve a busca por soluções logísticas mais eficientes, a diversificação de fornecedores e a utilização de estratégias de hedge para mitigar os riscos de variação cambial e de preços”.

Apesar de ser uma grande produtora e exportadora de petróleo bruto, a Petrobras ainda importa uma parcela significativa dos combustíveis vendidos no país. Os defensores do alinhamento dos preços da estatal com as cotações internacionais argumentam que essa prática maximiza os lucros.

Crédito da foto: Pixabay

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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