Thyssenkrupp lista seu negócio de hidrogênio na bolsa de valores com sucesso

Thyssenkrupp lista seu negócio de hidrogênio na bolsa de valores com sucesso

Recursos do IPO serão direcionados para novos projetos de crescimento

Com a listagem desta sexta-feira, 7 de julho, a thyssenkrupp lançou a thyssenkrupp nucera, um dos principais fornecedores mundiais de plantas de eletrólise para produção de hidrogênio verde, na Bolsa de Valores de Frankfurt (Prime Standard) de forma bem-sucedida. A receita bruta do IPO, de cerca de 526 milhões de euros, será investida no crescimento do negócio de hidrogênio. Sujeito à alocação de mais ações para estabilizar preços (opção “greenshoe”), o grupo manterá uma participação de pelo menos 50,2% do negócio.

“Alcançamos nosso objetivo e lançamos com sucesso nosso negócio de hidrogênio em um ambiente de mercado de capitais desafiador. Isso dá à empresa espaço financeiro suficiente para crescer ainda mais e expandir sua posição de liderança no mercado de produção do hidrogênio verde. Estamos convencidos do potencial considerável de desenvolvimento da thyssenkrupp nucera e apoiaremos o crescimento da empresa, que é essencial para a descarbonização de muitas indústrias no longo prazo. O IPO também é um passo importante no processo de transformação de todo o grupo”, ressalta Miguel Ángel López Borrego, CEO da thyssenkrupp AG.

Durante o IPO, mais de 30 milhões de ações foram disponibilizadas, das quais mais de 26 milhões eram novas, com preço fixado em  20 euros por ação. Portanto, a capitalização de mercado da thyssenkrupp nucera é de cerca de 2,53 bilhões de euros. Além disso, a receita bruta acumulada pela empresa com a venda das novas ações chega a cerca de 526 milhões de euros. O fundo soberano da Arábia Saudita (PIF) e um fundo do banco francês BNP Paribas garantiram uma parte substancial do volume da emissão e estão atuando como investidores fundamentais nesse processo. A parceira de joint venture, De Nora, manterá uma participação de pelo menos 25,9% na thyssenkrupp nucera, sujeita à alocação de mais ações para estabilizar o preço das ações.

A thyssenkrupp nucera possui uma carteira de pedidos bem preenchida, no valor de cerca de 1,4 bilhão de euros. Os projetos contratados têm uma capacidade combinada e instalada de eletrólise de mais de 3 GW, que inclui uma das maiores plantas de eletrólise planejadas do mundo, localizada na Arábia Saudita, com capacidade de mais de 2 GW; uma planta de 200 MW para a Shell, no Porto de Roterdã, na Holanda; e uma planta de 700 MW para uma siderúrgica na Suécia. Apenas no campo de negócios de eletrólise alcalina de água, a thyssenkrupp nucera espera faturar cerca de 600 a 700 milhões de euros no ano fiscal de 2023/24.

O hidrogênio verde é um elemento fundamental na descarbonização de muitas indústrias de uso intensivo de energia e, portanto, no atingimento das metas de proteção do clima. Em comparação com outras tecnologias, o processo de eletrólise alcalina de água utilizado pela thyssenkrupp nucera torna possível a produção de hidrogênio verde em larga escala industrial. A empresa tem mais de cinco décadas de experiência no ramo de eletrólise, tanto na construção de plantas quanto no ramo de serviços.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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