Estudo identifica economia de gastos com o home office para 27% das empresas

Estudo identifica economia de gastos com o home office para 27% das empresas

O trabalho remoto passou a ser uma realidade seja de maneira temporária, permanente ou esporádica, principalmente nos últimos anos, confirmando que, independentemente do modelo, é possível ter foco, responsabilidade e entregar resultados estando na empresa ou não. Pensando na atual transformação dos formatos de trabalho, que inclui ainda as modalidades presenciais, híbrido e anywhere office, a Sodexo Benefícios e Incentivos, que a partir de agosto será Pluxee, realizou pesquisa que identifica que uma das vantagens para as empresas com o trabalho totalmente home office é a diminuição das despesas, indicada por 27% dos RHs. Já no modelo híbrido, o benefício da economia é sinalizado por 25% dos profissionais da área.

“Há uma curva de aprendizado sobre os diferentes formatos de trabalho para que empresas e colaboradores possam aproveitar os benefícios e mitigar os desafios de cada um. Neste grande caldeirão temos temas como comunicação assíncrona, documentação adequada para o acesso dos times, ferramentas de comunicação, tecnologia, interações pessoais, segurança física e psicológica dos colaboradores, além de aspectos de qualidade de vida e produtividade”, explica Aline Tieppo, gerente executiva de Branding e Comunicação Integrada da Pluxee.

“Outro aspecto importante neste aprendizado é a questão de inclusão e o senso de pertencimento. Como as empresas buscam garantir, independente dos formatos de trabalho adotados, a voz, a colaboração e a participação dos seus colaboradores em diferentes fóruns ou projetos?”, ressalta.

A pesquisa indica que os profissionais de RH ainda não têm total domínio dos formatos virtuais de trabalho e não muitos não sabem apontar vantagens relacionadas a esses modelos. Além disso, a perda de produtividade aparece bastante vinculada à falta de infraestrutura das moradias – causando interrupções constantes no trabalho, muitas vezes relacionadas à conexão com a internet.

“As empresas têm oportunidade para auxiliar os colaboradores nos formatos virtuais a tornar o ambiente mais adequado para o trabalho remoto. Uma boa alternativa é o auxílio home office, por exemplo: um subsídio extra e que ajuda os trabalhadores nas adequações necessárias. É importante que o benefício seja oferecido pelas organizações que praticam as modalidades de trabalho remoto, híbrido ou anywhere office. Há ainda empresas que podem oferecer alguns itens que já não são mais utilizados no escritório, como cadeiras ergonômicas e monitores para melhor conforto”, acrescenta Aline.

Home Office

De acordo com os profissionais de RH participantes, os ganhos indicados pelas empresas no trabalho home office ainda incluem: segurança para 49%; qualidade de vida para 40; e produtividade para 26%. Em contrapartida, as desvantagens apontadas pelas organizações para este modelo incluem a estrutura residencial dos colaboradores (47%);

estabilidade (26%); e 8% não conseguiram elencar nenhuma desvantagem.

Híbrido

Para o trabalho híbrido, aquele em que parte da semana acontece presencialmente e parte virtualmente, as vantagens são o ganho em qualidade de vida para 43% das empresas entrevistadas e aumento de segurança (38%). Porém, 46% consideraram que a produtividade pode ser prejudicada; 39% indicaram como desvantagens a estrutura residencial; 23% não soube apontar desvantagens; e 8% não vê desvantagens.

Anywhere office

Um formato disruptivo, o anywhere office, apresentou ganhos de segurança para 38%; qualidade de vida (34%); autonomia (34%); e estabilidade (30%). Além disso, 24% acreditam que a diminuição das despesas das empresas é uma vantagem e 22% apontam a produtividade como ganho para a organização. No entanto, por ser um modelo novo, muitas companhias têm algum desconhecimento sobre o formato, sendo que 28% não souberam indicar alguma vantagem e outros 12% não apontaram nenhuma. As desvantagens mencionadas para este formato são: produtividade (51%), estrutura da casa (37%), estabilidade (29%), convívio (19%). 28% não souberam apontar nenhum malefício e 12% apontaram que o modelo não apresenta nenhuma desvantagem.

 

Presencial

Já no tradicional formato 100% presencial, a percepção dos RHs é que o ganho maior é a produtividade, pontuada por 73%; convívio no trabalho (51%). As principais desvantagens são segurança (60%); qualidade de vida (45%); aumento de despesas da empresa pontuado, por 31% dos RHs participantes; e, também, queda da produtividade para 30%, quando o quesito foi indicado como ponto desfavorável.

Para a pesquisa foi considerada a metodologia quantitativa, desenvolvida por meio de entrevistas individuais telefônicas com duração média de 15 minutos. Foram realizadas 702 entrevistas (margem de erro de 3,7 pontos percentuais em intervalo de confiança de 95%), com decisores ou influenciadores em questões de RH em empresas de todos os portes e segmentos, em todas as regiões do Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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