123 Milhas: aumento de até 2.000% nas buscas online

A Timelens, consultoria de negócios e estratégia do ecossistema FutureBrand, trouxe números que noticiam a repercussão do caso na internet
Desde o dia 18 de agosto, os brasileiros começaram a ter sinais de que a 123 Milhas já não ia muito bem. Nesse dia, a empresa anunciou a suspensão das passagens com datas flexíveis. A notícia fez subir o número de buscas no Google pela 123 Milhas em 2.000% (crescimento comparado à média diária de buscas pela empresa no último ano).
Mas esse foi só o início do escândalo – e do consequente boom de buscas online a cada notícia que saía sobre o caso:

E, assim, virou assunto na internet:

Com repercussão negativa, foram muitos os comentários sobre o caso, entre eles: comparações com outras empresas que também passaram por complicações financeiras, como a Americanas, reclamações de consumidores que se sentiram lesados, comentários sobre o pedido de recuperação judicial e, especialmente, questionamentos sobre o modelo de negócio de empresas que operam com o sistema de milhas.

E todo esse questionamento fez aumentar o interesse por players mais consolidados dentro do setor. Um dia após a notícia do pedido de recuperação judicial da 123 Milhas, as ações da CVC subiram +24% e da Despegar, dona da Decolar e da ViajaNet, +6%. Sem contar o aumento de buscas: Decolar +41%; CVC +35%; e ViajaNet +14%.

Agora, os brasileiros tentam correr atrás do prejuízo. A pesquisa digital encontrou dados que provam o fato: aumento de + 5.000% nas buscas por “Ação contra 123 Milhas reembolso” e “e-mail contra 123 milhas reembolso”, além de Procon e Reclame Aqui.

No fim das contas, o balanço da não é só individual, mas coletivo: o setor de turismo tem grande relevância no nosso país e, em 2022, foi responsável pelo crescimento de 2,9% do PIB brasileiro, segundo o IBGE. Por isso, a queda de uma empresa do porte da 123 Milhas afeta não apenas os consumidores, mas todo o setor.
Crédito da foto: Rafa Neddermeyer








