Transição climática exige investimento de US$ 275 trilhões em ativos físicos

Transição climática exige investimento de US$ 275 trilhões em ativos físicos

No Brasil, 74% das empresas relatam ter um plano net-zero pronto

O mundo não está no caminho certo para atingir as metas do Acordo de Paris e o aquecimento pode ultrapassar 1,5 grau Celsius já em 2040. Os riscos associados à mudança climática estão crescendo na mesma proporção. Lars Henneberg, vice-presidente e diretor de gerenciamento de riscos da A.P. Moller-Maersk, alerta que “o custo médio de danos físicos e interrupção de negócios devido a riscos de mudanças climáticas deve aumentar em 130% até 2050, em comparação com uma linha de base de 2020.”

“Acelerando a Transição Climática: Pensamento de longo prazo para ação de curto prazo” é a nova pesquisa do Zurich Insurance Group (Zurich) e da agência global de insights Horizon Group, e explora áreas em que a transição climática pode ser acelerada. Ela se baseia na Pesquisa de Executivos de Sustentabilidade com 668 executivos que têm responsabilidades relacionadas à sustentabilidade em suas empresas.

A pesquisa mostra que empresas de todos os setores e de todo o mundo estão comprometidas com o NET-Zero e já estão avançando com a entrega de planos de transição no curto prazo. No entanto, elas estão enfrentando desafios nessa jornada. A barreira mais importante para o desenvolvimento de um plano de emissões líquidas zero – apontada por 50% das empresas em geral – são os custos e a escala das despesas de capital. Esse é seguido de perto por três obstáculos relacionados: falta de soluções tecnológicas viáveis, desafios regulatórios e dificuldades para medir e monitorar o impacto.

Matt Holmes, diretor do Grupo de Assuntos Políticos e Governamentais da Zurich, explica que “os formuladores de políticas podem apoiar a transição climática das empresas fazendo intervenções sistêmicas em toda a economia, como mecanismos de precificação de carbono, que podem aproveitar o poder dos mercados de capitais e incentivar a inovação e a descarbonização em escala. A discussão até agora sugere três prioridades de ação para os governos: criar segurança política, facilitar o investimento em mitigação e adaptação e turbinar a inovação”.

Outras descobertas incluem:

– Alcançar o patamar de net-zero até 2050 exigirá um processo sem precedentes realocação de capital – cerca de US$ 275 trilhões de investimento em ativos físicos.

– 77% das empresas relatam ter um plano net-zero em andamento. O setor de transportes está atrás dos demais com apenas 37% das empresas com um plano.

– 85% das empresas pretendem implementar medidas de adaptação climática nos próximos cinco anos. A manufatura pesada está se movendo no ritmo mais rápido em termos de adaptação; a agricultura, no mais lento.

– Os conselhos de administração, os investidores e os órgãos reguladores são vistos como os principais defensores da adoção de medidas de neutralização.

O cenário no Brasil aponta:

– 74% das empresas relatam ter um plano net-zero pronto e, 23% que ele está em desenvolvimento.

– 65% das empresas possuem metas net-zero já estabelecidas.

– Os principais defensores da adoção de medidas de neutralização são Investidores (29%); conselhos de administração (26%) e órgãos reguladores (16%)

– Empresas acreditam que o setor de seguros pode apoiar na transição por meio de Risk management (74%); Risk assessment (71%) e Formação de parcerias (61%).

Na jornada de zerar emissões de carbono na operação, por exemplo, a Zurich no Brasil fechou uma parceria com a Localiza&Co e a Tempo para que os clientes de seguro auto as emissões de CO2 compensadas na utilização dos serviços de carro reserva e assistências 24 horas. Com iniciativa exclusiva, espera-se compensar 6,5 toneladas de CO2 por ano.

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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