Com juro menor, especialista do Santander aposta em renda fixa turbinada e ações de small caps

Com juro menor, especialista do Santander aposta em renda fixa turbinada e ações de small caps

A projeção do Departamento Econômico do Santander Brasil é de redução de 0,50 ponto percentual da Selic, para 12,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) decide nesta quarta-feira (20), a nova taxa básica de juros, a Selic. A projeção do Departamento Econômico do Santander Brasil é de redução de 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano. Se esta queda se confirmar, será a segunda consecutiva, após três anos de aperto monetário.

Diante deste novo patamar dos juros, Arley Junior, estrategista de Investimentos do Santander Brasil, aponta os investimentos que se beneficiam: para quem tem perfil de risco arrojado ou agressivo, ações small caps, de empresas com menor capitalização no mercado, podem ser alternativas interessantes, pois além de serem companhias ligadas à economia doméstica, ainda estão com preços abaixo do potencial.

Estudo realizado pela Santander Corretora em julho mostrou que historicamente essas ações têm um desempenho melhor que o Ibovespa em momentos de sucessivos cortes de juros.  Em média, o índice small caps subiu 49,5% e 66,5% em 12 e 24 meses, respectivamente. Na mesma base de comparação, o Ibovespa avançou, respectivamente, 26% e 33%.

“Gosto sempre de frisar aos investidores dispostos a correr um pouco mais de risco que o momento é adequado, porém deve ser um investimento de médio e longo prazo e a alocação deve ser combinada com outras estratégias no portfólio”, afirma o especialista.

Para quem busca diversificar a carteira, Junior aponta os fundos multimercados como opções que cumprem bem este papel. “Especialmente os fundos que buscam explorar oportunidades no Brasil e no exterior, e em vários mercados, como os de commodities, ações, taxas de juros e ativos atrelados à inflação”.

Ainda a renda fixa

Apesar da queda da Selic, a taxa de juros continua num patamar elevado e a renda fixa segue nas recomendações, especialmente para quem é mais conservador ou para ajudar a equilibrar o risco da carteira de investimentos.

Para quem busca rentabilidade, mas topa abrir mão de liquidez, Junior indica Letras de Crédito do Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs). “Já para os investidores que buscam retornos acima da renda fixa tradicional, as opções são os títulos de créditos privados, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e as debêntures incentivadas, ou ainda fundos de renda fixa com gestão ativa”, afirma o estrategista do Santander.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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