Inflação no Brasil, EUA e China é destaque em semana de feriado e ata do Fed
Semana deve começar com menor volume de negociações
A divulgação dos dados de inflação no Brasil, EUA e China juntamente com a publicação das atas das últimas reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e do Banco Central Europeu (BCE) são destaques em semana esvaziada no Brasil devido ao feriado na próxima quinta-feira (12).
A semana deve iniciar com menor volume negociado nos mercados internacionais – mesmo com o retorno do feriado na China – devido a feriados no Japão, Coreia do Sul e Canadá na segunda-feira (9). Nos EUA, será feriado do Columbus Day, mas a Bolsa de Nova York e a Nasdaq vão abrir para negociações de ações e ETFs. O mercado de bonds ficará fechado.
A segunda e terça-feira serão, com isso, esvaziadas na agenda econômica. O mundo econômico se concentrará, no entanto, na abertura do Encontro Anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que ocorrerá em Marrakesh (Marrocos) até sábado (14). O Encontro reúne todos os anos as lideranças de cada instituição financeira internacional e presidentes de bancos centrais, ministros das finanças, executivos do setor privado e principais organizações da sociedade civil.
Inflação em foco
A quarta-feira (11) é o principal dia do calendário econômico brasileiro no período. O IPCA de setembro, principal indicador de inflação do país, será divulgado às 09h pelo IBGE. Meia hora depois será a vez da divulgação da inflação ao produtor de setembro nos EUA, com o mercado estimando uma desaceleração no índice cheio mensal (previsão de alta 0,4% ante avanço de 0,7% no mês anterior) e estabilidade no núcleo mensal (0,2%).
A quinta-feira é esvaziada no Brasil, mas cheia no exterior. Às 09h30, os dados de inflação ao consumidor serão conhecidos, sob a expectativa de desaceleração na margem, de uma alta mensal de 0,6% em agosto para um avanço de 0,3% no mês passado, enquanto a projeção para o núcleo é de estabilidade (+0,3%).
À noite, será a vez da China conhecer o seu nível de inflação de setembro. A expectativa do mercado é de estabilidade na alta mensal do nível de preço (+0,3%), mas com um avanço de 0,2% ante alta de 0,1% na base anual. Já a projeção da inflação ao produtor continua no terreno deflacionário, porém menor, com uma queda de 2,4% após recuar 3% em agosto.
Como ficam os juros nos EUA até o ano que vem?
Na quarta-feira à tarde, às 15 horas (horário de Brasília), os investidores estarão atentos a cada linha da ata da última reunião de política monetária do Fed, quando a autoridade monetária decidiu pela manutenção da taxa de juros no intervalo entre 5,25%-5,5%. Porém, o que chamou a atenção no dia foi a fala, em entrevista coletiva após a decisão, do presidente da instituição, Jerome Powell, de que as taxas de juros nos EUA estarão elevadas e por mais tempo. A fala foi corroborada pela mediana das previsões econômicas dos membros do Fed.
Os investidores buscam entender se haverá ainda mais alta de juros ainda esse ano ou quantas podem ocorrer em 2024, o que poderia corroborar as previsões dos dirigentes do Fed. De acordo com o Monitor da Taxa de Juros do Fed do br.investing.com, as chances de nova manutenção das taxas estão caindo, especialmente após a divulgação de geração de emprego mais forte do que o esperado em setembro.
As chances de manutenção são de 67,7% nesta sexta-feira (6), contra 82% ontem, enquanto para a reunião de dezembro são de 57% (ante 64,6%) no dia anterior. Para 2024, os investidores não preveem novos aumentos de juros, com as chances de manutenção serem predominantes até a reunião de março. A partir de maio, as expectativas de mercado ainda não estão consolidadas, mas estão com uma tendência de aposta de início de cortes de juros para as reuniões do segundo semestre.
Em relação à política monetária, também serão conhecidas as atas das últimas reunião do BCE – na quinta-feira – e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que será divulgada na terça-feira. Na quarta-feira, a China informa o número do crescimento de novos empréstimos em setembro, cujas expectativas são de aceleração após medidas de estímulos adotadas pelo Banco Central da China.
Confira quais são os principais indicadores da semana no Calendário Econômico completo disponível em br.investing.com.


