Preço do aluguel desacelera nas principais capitais do país, mas ainda é recorde

Preço do aluguel desacelera nas principais capitais do país, mas ainda é recorde

São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Rio registram altas cada vez mais tímidas, mas o valor médio do metro quadrado continua em patamar elevado

O mercado residencial de aluguel em algumas das principais capitais do país continua em desaceleração neste segundo semestre. O preço médio do metro quadrado registrado em setembro em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, porém, ainda é o maior de toda a série histórica, iniciada em 2019; em Curitiba, o segundo maior. É o que revela o Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb, divulgado nesta quarta-feira (11).

“Após um período de recuperação dos preços no pós-pandemia e de uma alta puxada por um cenário de aquecimento do aluguel, o que se vê é uma acomodação desses valores em todas as cidades pesquisadas. Das quatro, apenas o Rio vive um ritmo um pouco mais lento. Em SP, BH e Curitiba, o movimento é bastante perceptível”, afirma Pedro Capetti, especialista em dados do Grupo QuintoAndar.

Curitiba

Na capital paranaense, a alta dos novos contratos de aluguel atingiu 19,68% nos últimos 12 meses, encerrados em agosto. Foi o menor patamar registrado desde junho de 2022.

Apesar da redução do ritmo de crescimento, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 41,78 – 0,14% acima do registrado em agosto. É o segundo maior valor de toda a série histórica. Somente em 2023, o preço do aluguel na capital paranaense subiu 15,48%.

São Paulo

Na capital paulista, o preço médio do metro quadrado dos novos contratos de aluguel subiu 0,98% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o segundo trimestre de 2023. É o menor patamar registrado desde o terceiro trimestre de 2021, quando o valor avançou 0,11% frente ao trimestre anterior.

Segundo o Índice, todos os tipos de imóveis contribuíram para esse cenário. O preço médio do metro quadrado, no entanto, chegou a R$ 58,94, o maior valor registrado desde o início da série histórica.

Belo Horizonte

Na capital mineira, o preço médio do metro quadrado dos novos contratos de aluguel atingiu R$ 32,68 em setembro –  0,15% acima do registrado em agosto deste ano e recorde. Apesar da alta, foi o menor aumento mensal registrado desde novembro de 2022, quando o indicador retraiu 0,25% frente a outubro.

Segundo o Índice, os imóveis de um dormitório impactaram para esse resultado, com queda de 1,83% em comparação com agosto. Foi a primeira retração para este tipo de imóvel registrada neste ano na cidade. Desde dezembro de 2022, os apartamentos tipo studio não apresentavam diminuição do preço médio praticado.

Rio de Janeiro

Na capital fluminense, a alta dos preços dos aluguéis tem se estabilizado, mas em um patamar elevado. O preço médio do metro quadrado atingiu R$ 38,87, alta de 0,36% em comparação com agosto e o maior de toda a série. São dois anos de altas consecutivas.

Desde setembro de 2021 não há retração ou estagnação dos preços na comparação mensal. Nos últimos 12 meses, somente 1 dos 35  bairros monitorados pelo indicador teve queda de preço na capital fluminense. A retração foi registrada no Cachambi, onde os preços caíram 2,5% no período.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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