Ibovespa fecha em alta e dólar cai após divulgação do IPCA de outubro
Bolsa acumula valorização de 2,04% na semana
O fechamento da semana do mercado financeiro foi marcado pela recuperação do Ibovespa após quedas recentes, e desaceleração da inflação que ficou abaixo do esperado em outubro.
O Ibovespa fechou a sexta-feira com alta de 1,29% nesta sexta-feira (10), atingindo 120.568 pontos. No acumulado da semana, a valorização foi de 2,04%, representando uma recuperação das quedas recentes. Essa recuperação se deve principalmente ao IPCA/inflação que veio abaixo do esperado e pela valorização do petróleo nos mercados internacionais.
O mercado de ações brasileiro também está sendo bastante impactado pelos resultados do terceiro trimestre. A Petrobras (PETR4), em particular, reflete uma queda de cerca de 42% no lucro líquido entre julho e setembro, comparado ao mesmo período do ano anterior. A estatal também anunciou a distribuição de R$ 17,5 bilhões em dividendos.
Diante das projeções divulgadas pelo relatório Focus no início desta semana, o CEO do transferbank, Luiz Felipe Bazzo, observa que as projeções indicam uma estabilidade na inflação para este ano, com uma previsão de 4,63%. “Embora tenha havido um leve aumento nas estimativas para 2024, permanecemos dentro de margens controláveis. Essa estabilidade é crucial para a confiança dos investidores e para as operações de câmbio, pois a volatilidade na inflação pode impactar diretamente as taxas de câmbio”, explica.
No âmbito da Taxa Selic/juros, a expectativa de manutenção em 9,25% para o final de 2024 é um sinal positivo. Taxas de juros estáveis proporcionam um ambiente previsível e facilitam o planejamento financeiro principalmente de investidores, importadores ou exportadores.
Quanto ao PIB, as projeções de crescimento em 2,89% para 2023 são animadoras. O crescimento econômico está intrinsicamente ligado às operações cambiais, pois uma economia em expansão impulsiona o comércio internacional.
Estabilidade no câmbio
No campo do câmbio também há estabilidade. A manutenção das projeções é de R$ 5 para o final de 2023, R$ 5,05 para 2024 e R$ 5,10 para 2025.
“Em resumo, as projeções divulgadas esta semana mostram estabilidade nas taxas, a previsibilidade nas expectativas de inflação e o crescimento econômico projetado contribuem para um ambiente propício aos negócios”, ressalta Bazzo.
O dólar acompanha a descompressão do prêmio de risco no exterior, após subir na sessão de quinta-feira (9) impulsionado pelas declarações de Powell inclinadas à alta de juros nos EUA, que foram recebidas como “hawkish” (duras), uma semana após o presidente do banco central americano indicar que o ciclo de aperto monetário atual está próximo do fim.
O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$ 4,914 na compra e a R$ 4,915 na venda, com queda de 0,51%, a Na semana, a moeda americana teve leve alta de 0,3%.
IPCA veio abaixo do esperado
Ainda, divulgado nesta manhã (10), o IPCA de outubro mostrou desaceleração da inflação para 0,24%, abaixo do consenso, de 0,29%. O indicador também veio melhor do que o esperado em base anual, o que estimula a leitura entre investidores de que a inflação está controlada e o BC seguirá com o ritmo de cortes da Selic.
“Embora a informação seja positiva para os juros futuros, a perspectiva de novos cortes da Selic tende a provocar a valorização do dólar, já que tira a atratividade do investimento local frente a economias desenvolvidas por reduzir o diferencial de juros. Com o movimento mais acomodado da moeda americana nesta manhã no exterior, porém, o real encontra força para se valorizar contra o dólar”, destaca o CEO do transferbank.


