Além do CNPJ, saiba da importância do Registro de Marca

Além do CNPJ, saiba da importância do Registro de Marca

Registro de Marca é um investimento fundamental para a sustentabilidade e crescimento num mercado competitivo

No competitivo mundo dos negócios, a construção de uma marca sólida e reconhecível é essencial para o que a empresa seja conhecida e, consequentemente, tenha sucesso a longo prazo. Contudo, os empreendedores brasileiros ainda enfrentam um desafio: a falta de registro de suas marcas.

Dados recentes do Mapa de Empresas apontam para um aumento de CNPJs ativos no Brasil, ultrapassando 21 milhões até abril deste ano. Mas há um equívoco comum: pensar que ter um CNPJ é suficiente para proteger o negócio. Gabriel Loschiavo, advogado e executivo da A2 Soluções Inteligentes, destaca que o registro de marca é frequentemente negligenciado devido à falta de compreensão sobre sua importância.

“É importante entender que o registro de marca não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma peça-chave na estratégia de negócios bem-sucedida atualmente. Ao realizar esse processo, o empresário consegue oferecer para sua empresa não só exclusividade, mas também agrega valor à marca, fornece proteção legal sólida e constrói a confiança dos consumidores” – resume.

Ele também ressalta que a falta de registro pode gerar complicações. “O Snapchat, originalmente chamado Pictaboo, enfrentou problemas legais de direitos autorais em razão de um nome não registrado. O navegador Firefox também passou por complicações, tendo que ser rebatizado de Phoenix por questões similares. Até bandas musicais, como o Natiruts (anteriormente Nativus), alteraram seus nomes devido a problemas de registro com outras bandas.”

Ainda em virtude dessa falta de conhecimento, o especialista chama atenção para existência de golpes que podem variar desde chamadas ameaçadoras até acusações sem fundamento sobre violações de marca e pedidos indevidos de dinheiro. Os responsáveis por essas artimanhas se aproveitam do fato de que muitos empresários não têm o registro oficial de suas marcas e não sabem como funciona o processo, o que os deixa suscetíveis a essas ameaças.

E embora alguns empresários optem por não registrar suas marcas em razão da taxa associada, essa economia aparente pode resultar em custos altos no futuro. “Se alguém registrar uma marca semelhante ou idêntica primeiro, o empresário pode ser obrigado a abandonar a marca que idealizou. Além disso, será necessário redesenhar todos os materiais de divulgação e uniformes, emitir comunicados ao mercado e, potencialmente, arcar com indenizações pelo uso não autorizado. Esses custos diretos não são os únicos impactos; há também efeitos indiretos na credibilidade do mercado, podendo resultar na redução de negócios e na desconfiança do público” alerta.

Para Gabriel Loschiavo, os empreendedores devem ver o registro de marca como parte do planejamento estratégico. É um investimento fundamental para a sustentabilidade e crescimento num mercado competitivo.

Para garantir a proteção da marca por meio do INPI, é recomendável contar com assessorias especializadas, uma vez que o processo de registro de marca é burocrático e pode se tornar complicado para aqueles sem experiência no assunto.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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