Ambientes digitais devem participar de 80% das vendas B2B até o fim de 2026

Ambientes digitais devem participar de 80% das vendas B2B até o fim de 2026

Empresas aceleram digitalização comercial e ampliam uso de plataformas colaborativas no relacionamento entre compradores e vendedores

A transformação digital das empresas começa a alterar de forma mais profunda a dinâmica das vendas corporativas. Segundo projeção da Gartner, até o fim de 2026, mais de 80% dos ciclos de vendas B2B devem envolver algum tipo de ambiente digital colaborativo compartilhado entre compradores e vendedores, consolidando uma mudança estrutural na forma como empresas negociam, apresentam propostas e conduzem processos comerciais.

Na prática, esses ambientes funcionam como espaços digitais integrados que concentram documentos, histórico de conversas, apresentações comerciais, atualizações de negociação e acompanhamento de etapas da venda em tempo real. O objetivo é reduzir ruídos na comunicação, acelerar tomadas de decisão e tornar as jornadas comerciais mais organizadas em um cenário cada vez mais orientado por dados e múltiplos canais de contato.

A mudança acompanha uma transformação mais ampla no comportamento do mercado corporativo. Com ciclos de vendas mais longos, aumento da concorrência e consumidores empresariais cada vez mais conectados, empresas passaram a buscar modelos de relacionamento mais contínuos, personalizados e centralizados em plataformas digitais.

Nesse contexto, o avanço da Inteligência Artificial também vem ampliando a automação de processos comerciais e o uso de tecnologias voltadas à gestão de relacionamento com clientes. Segundo a Gartner, até o fim de 2026, 40% dos aplicativos corporativos devem incluir agentes de IA específicos para tarefas operacionais e comerciais.

O crescimento desse ecossistema fortalece o uso de soluções de IA para CRM, especialmente em operações que precisam integrar atendimento, organização de leads, acompanhamento de negociações e automação da comunicação comercial em diferentes canais simultaneamente.

Digitalização muda lógica das negociações corporativas

A adoção de ambientes colaborativos reflete uma mudança importante no perfil das vendas B2B. Se antes negociações corporativas dependiam majoritariamente de reuniões presenciais, trocas fragmentadas de e-mails e contatos descentralizados, hoje empresas buscam jornadas comerciais mais integradas e rastreáveis.

Esse movimento ganhou força principalmente após a consolidação do trabalho híbrido e da digitalização acelerada das operações empresariais nos últimos anos. Em vez de centralizar decisões em encontros físicos, companhias passaram a utilizar plataformas capazes de concentrar interações, documentos e históricos de negociação em um único espaço digital compartilhado.

A transformação também acompanha o crescimento do mercado global de CRM. Dados da Fortune Business Insights mostram que o setor movimentou US$ 112,91 bilhões em 2025, cerca de R$ 573,5 bilhões na cotação atual do dólar, em R$ 5,08  e deve atingir US$ 320,99 bilhões até 2034, impulsionado pelo avanço da automação empresarial e da análise inteligente de dados.

Automação e relacionamento se tornam ativos estratégicos

O avanço das vendas digitais também aumenta a necessidade de organização operacional dentro das empresas. Em ambientes comerciais mais complexos e conectados, velocidade de resposta, personalização do atendimento e capacidade de acompanhar múltiplas negociações simultaneamente passaram a se tornar fatores decisivos para conversão e retenção de clientes.

Nesse cenário, plataformas de CRM deixaram de funcionar apenas como bancos de dados comerciais e passaram a ocupar um papel mais estratégico dentro das operações corporativas, integrando canais de comunicação, automação de tarefas e acompanhamento em tempo real das jornadas de venda.

A tendência acompanha uma mudança mais ampla no mercado B2B: à medida que as negociações se tornam mais digitais e distribuídas, empresas passam a depender cada vez mais de plataformas capazes de conectar informação, comunicação e tomada de decisão em um único ambiente colaborativo.

Crédito da Foto: Pv Productions/Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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