Micro e pequenos empresários são os maiores beneficiários das novas regras de parcelamento de dívidas do FGTS

Micro e pequenos empresários são os maiores beneficiários das novas regras de parcelamento de dívidas do FGTS

Saber as novas regras de parcelamento do FGTS é essencial para efetuar o pagamento das dívidas de forma estratégica e eficiente

Novas regras de parcelamento de valores pendentes do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), publicadas neste ano no Diário Oficial da União (Resolução CCFGTS n° 1.068), beneficiam, em especial, a quitação de dívidas de pequenos negócios.

As mudanças determinam que Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) agora têm até 10 anos (120 meses) para parcelar os débitos do FGTS. Aos que estão em situação de recuperação judicial, o prazo é estendido para 12 anos (144 meses).

Empresas de outras categorias podem fazer parcelas com prazo de sete anos (85 meses), enquanto pessoas jurídicas de direito público têm limite de 8 anos (100 meses).

Em casos de calamidade pública, as empresas podem solicitar a suspensão temporária do recolhimento das parcelas do FGTS no município onde atuam, desde que o decreto seja reconhecido na União e haja apresentação de requerimento oficial. O limite máximo é de seis meses.

Também está previsto o período de transição de até um ano, para que as empresas com dívidas anteriores ao sistema FGTS Digital possam usufruir das novas regras.

Mudança de operação

Antes da alteração, a Caixa Econômica Federal era o órgão responsável por todos os casos de déficit.

Agora, para débitos não inscritos em dívida ativa, os valores são operacionalizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Já em relação aos devedores inscritos em dívida ativa, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) assume a gestão.

Solicitação de parcelamento

Apesar de não ser mais o órgão responsável pela operação das dívidas do FGTS, a solicitação de parcelamento ainda deve ser feita por meio da Caixa Econômica Federal.

Pela internet, o requerimento é realizado no canal de atendimento para empregadores da Caixa, o Conectividade Social ICP. Para fazer o acesso, é preciso ter o certificado digital ICP, que serve para validar transações eletrônicas com assinatura digital. Neste caso, basta selecionar os débitos a serem parcelados, sem a necessidade de procuração.

Se o empregador não tiver o certificado digital ou enfrentar qualquer outro tipo de impedimento, deve ir a uma agência física da Caixa Econômica para fazer o pedido de parcelamento.

Impacto positivo em pequenos negócios e trabalhadores

Muitas empresas encontram dificuldades para se manter em dia com os depósitos do FGTS, com destaque especial aos pequenos negócios.

A flexibilização das diretrizes permite um acesso maior das pequenas empresas aos recursos do Fundo de Garantia, permitindo a adição de capital, abertura de planos de ação para a reestruturação de contas e incentivo a investimentos e ao crescimento sustentável.

Com o parcelamento de um MEI, por exemplo, a partir do fôlego obtido pelos limites ampliados de pagamento, é possível recuperar as finanças e assumir uma administração mais balanceada e estável.

Esta mudança traz benefícios não apenas para os empreendedores, mas também para a economia em geral. Ela fortalece a capacidade das pequenas empresas de se adaptar às dinâmicas de mercado, contribuindo para a criação de um ambiente econômico mais dinâmico e resiliente.

Números exorbitantes de devedores estimularam novas regras

De acordo com o relatório de 2022 do Conselho Curador do FGTS, o Brasil conta com 245 mil devedores inscritos na dívida ativa por débitos. No total, os valores alcançam R$ 47,3 bilhões.

As mudanças nos parcelamentos de dívidas são, portanto, um método do Governo Federal para quitar dívidas tributárias, regularizar CNPJs e, consequentemente, aquecer a economia brasileira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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