Após discurso do presidente do FED, Bolsa fecha em alta e dólar desvaloriza

Bolsa acumula alta de 6,23% em agosto. Dólar comercial caiu 2% nesta sexta-feira
O mercado brasileiro reagiu positivamente ao discurso do presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, Jerome Powell, que afirmou nesta sexta-feira (23) que chegou a hora de “cortar a taxa de juros”, reforçando as expectativas de que as autoridades começarão a reduzir os custos de empréstimos no próximo mês, deixando clara a sua intenção de evitar um arrefecimento adicional no mercado de trabalho.
“Chegou a hora de ajustar a política. A direção a ser seguida é clara, e o momento e o ritmo dos cortes nos juros dependerão dos dados que chegarem, da evolução das perspectivas e do equilíbrio dos riscos”, disse o presidente do Fed.
O Ibovespa fechou em alta de 0,32% nesta sexta-feira (23), somando 135.608,47 pontos, tendo marcado 135.174,18 pontos na mínima e 136.477,53 pontos na máxima do dia. O volume financeiro atingiu R$ 20,93 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 1,24%, ampliando o ganho em agosto para 6,23%.
O dólar comercial chegou a ser cotado pela manhã a R$ 5,59, porém recuou 2% para fechar em R$ 5,479. No acumulado da semana, o dólar valorizou 0,22%.
Embora os comentários de Jerome Powell tenham proporcionado alguma clareza para os mercados financeiros a curto prazo, eles ofereceram poucas pistas sobre como o Fed pode proceder após sua reunião de setembro. Ainda assim, o discurso confirmou que o BC americano está à beira de um ponto de virada importante em sua batalha de dois anos contra a inflação. Durante a maior parte desse tempo, o mercado de trabalho se mostrou surpreendentemente robusto, dando aos oficiais espaço para focar intensamente na redução da inflação em direção à meta de 2% do banco central.
Se, nos Estados Unidos, a expectativa é por um relaxamento monetário, o mesmo não pode ser dito do contexto brasileiro, onde ainda se discute a possibilidade de novos apertos.








