Mercado moveleiro deve atingir quase US$ 1 trilhão até 2029

Mercado moveleiro deve atingir quase US$ 1 trilhão até 2029

Projeção de crescimento está atrelada à mudança de hábitos e ao aumento do comércio online

O mercado de móveis, que em 2024 foi estimado em US$ 688,74 bilhões, deverá alcançar US$ 903,14 bilhões até 2029, com um crescimento anual de 5,57%, segundo pesquisa da Mordor Intelligence. Esse aumento está relacionado a uma série de fatores, como o crescimento populacional, a urbanização crescente e a mudança nos hábitos de consumo, impulsionados por novas necessidades de conforto e praticidade.

Entre os principais motores do crescimento do mercado até 2029, está a crescente demanda por móveis compactos e multifuncionais, adaptáveis a espaços limitados. O número crescente de famílias nucleares e o aumento do trabalho remoto também estão moldando a demanda por produtos mais versáteis, que atendem a diferentes necessidades em ambientes cada vez mais práticos.

A pandemia de COVID-19 teve um impacto decisivo no setor moveleiro, acelerando mudanças. Para Hélio Silva, CEO e fundador da Colchões Castor, “A pandemia forçou as pessoas a repensarem o conforto e a funcionalidade de suas casas. Passar mais tempo em casa levou muitos a investir mais no mobiliário, não só pela estética, mas também pela necessidade de otimizar o espaço e garantir maior conforto”.

Além disso, a crise global destacou a fragilidade das cadeias de suprimento e a dependência de importações. “A interrupção das importações e os desafios logísticos forçaram as empresas a buscar alternativas mais resilientes e a investir em inovação, com a digitalização do setor ganhando força. O e-commerce, por exemplo, se tornou uma estratégia essencial. Isso podemos ver de perto na Colchões Castor”, afirma o CEO.

Outro fator que está impulsionando o mercado é a preocupação crescente com a saúde e o bem-estar, especialmente no que diz respeito ao design ergonômico. “A disfunção postural tem se tornado um problema importante, e os consumidores estão cada vez mais atentos a esses aspectos. Quanto à praticidade, temos como exemplo o colchão na caixa, um produto mais versátil que tem ganhado aceitação e promove mais facilidade no transporte, principalmente para quem mora em apartamento. Outro ponto importante ao longo dessas mudanças e no crescimento do mercado é a sustentabilidade. Móveis feitos com madeira reciclada ou produtos sustentáveis estão em alta. As marcas que se alinham a esses valores têm se destacado no mercado, atendendo à crescente demanda por alternativas responsáveis, como é o nosso caso. No ano passado lançamos o primeiro travesseiro do mundo com tecnologia biodegradável”, afirma o CEO.

Nível de confiança do empresário

No Brasil, apesar dos desafios econômicos, o setor moveleiro mantém um cenário positivo. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado em dezembro de 2024, registrou uma queda no otimismo dos empresários, apresentando falta de confiança. No entanto, o setor moveleiro ainda demonstra otimismo em relação à recuperação econômica e ao aumento da demanda, tanto internamente quanto no exterior.

A queda atingiu 27 dos 29 setores da economia. O declínio foi mais acentuado entre os segmentos de menor porte.

Crédito da foto: Pexels

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *