Excesso de burocracia pode comprometer engajamento e produtividade nas empresas

Excesso de burocracia pode comprometer engajamento e produtividade nas empresas

Culturas organizacionais excessivamente centralizadas e processuais afetam decisões, clima e resultados

Embora surja como uma tentativa natural de organização à medida que empresas crescem, a burocracia pode rapidamente se transformar em um dos maiores obstáculos à produtividade, à inovação e ao engajamento dos colaboradores. Esse é o alerta feito por Adeildo Nascimento, especialista em cultura organizacional e fundador da DHEO Consultoria.

“O que começa como um esforço para criar ordem pode se transformar na ‘maldição da burocracia’, uma cultura baseada em desconfiança, processos redundantes e decisões centralizadas”, explica Nascimento.

Segundo ele, microgerenciamento, reuniões desnecessárias e processos complexos entre áreas não só atrasam decisões como minam a motivação dos profissionais. Esse cenário é sustentado por diversos dados recentes.

A pesquisa Five Trademarks of Agile Organizations, publicada pela McKinsey em 2018, apontou que organizações com altos níveis de burocracia têm ciclos de decisão até cinco vezes mais lentos do que empresas com estruturas mais ágeis. Já a revista The Economist, em uma pesquisa de 2014, estimou que a burocracia custa até US$3 trilhões por ano em produtividade desperdiçada globalmente.

Fricção organizacional: um conceito para ser evitado

Criado pelo professor de Stanford, Bob Sutton, no livro The Friction Project, o conceito de fricção organizacional é o efeito de colocar obstáculos, desafios ou burocracia quando um cliente, um colaborador ou um líder da sua empresa deseja fazer alguma coisa e você torna a tarefa difícil, penosa ou frustrante.

Na visão de Sutton, líderes inteligentes são justamente aqueles que tornam o certo fácil de fazer e o errado difícil. Entretanto, para Nascimento, este é um grande desafio das lideranças: manter o equilíbrio, criando processos que garantam segurança e qualidade sem engessar a tomada de decisão e desmotivar os times.

Como solução, o especialista defende a construção de uma cultura organizacional centrada em autonomia, confiança e colaboração interdepartamental. “Quanto mais burocracia você tem, mais você diz pro teu time que você não confia nele. Então a gente tem que criar o contrário, uma cultura de autonomia e de responsabilização, onde as pessoas podem fazer aquilo que é certo de maneira fácil”, finaliza Nascimento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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