Previdência privada entra na declaração de IR?

PGBL e VGBL precisam ser informados na declaração. Prazo de entrega termina em 30 de maio
O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda está chegando ao fim. Em poucos dias, todos os contribuintes devem prestar esclarecimentos à Receita Federal sobre os rendimentos do ano anterior. Uma dúvida frequente é sobre a necessidade ou não de declarar planos de previdência privada. Quanto aos dois principais planos, o PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), precisam, sim, ser informados na declaração.
Classificado como um modelo de Previdência complementar, o PGBL tem como vantagem uma dedução com limite de 12% dos rendimentos computados sujeitos ao imposto na declaração do IR. Nestes casos, o IR só será pago no momento do resgate. Já o VGBL entra na classificação de seguro de vida e, como é equiparada a uma aplicação financeira, não pode ser usado para dedução fiscal. Neste caso, o IR recai sobre a rentabilidade.
Segundo Valdir Amorim, especialista da área de Imposto de Renda da IOB, que une Inteligência em legislação e Tecnologia avançada para resolver os desafios de contadores e empresas, o valor destinado ao PGBL deve ser informado no código 36 – Previdência Complementar (inclusive FAPI), da Ficha “Pagamentos Efetuados”. Será preciso informar o CNPJ da entidade de previdência complementar/sociedade seguradora responsável pelo plano de previdência privada. “Quem já resgatou o plano deve informar o valor na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”, explica Valdir.
Já o VGBL precisa ser declarado na ficha Bens e Direitos selecionando o grupo 99 “Outros Bens e Direitos”, sob o código 06 “VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre”. Em seguida, precisará informar o valor investido no plano com o que foi pago durante o ano de 2024. E, no campo “Discriminação”, informar o CNPJ da seguradora e as informações da apólice.
“Neste caso, todos os rendimentos obtidos com o plano ao longo do ano de 2024 não devem ser declarados porque o investimento não foi resgatado ainda”, esclarece Amorim.








