25% das empresas crescem com Inteligência Artificial
Empresas não sabem como organizar os dados
Um levantamento recente da consultoria McKinsey mostrou que empresas que adotam inteligência artificial (IA) em seus processos registram crescimento até 25% mais acelerado do que concorrentes que ainda não incorporaram a tecnologia. Apesar do potencial, a maioria das organizações brasileiras ainda não sabe por onde começar essa transformação – e é aí que mora o desafio.
“É comum que líderes empresariais queiram implementar IA sem saber ao certo o que precisam resolver. Acabam comprando soluções genéricas, caras e pouco eficientes”, alerta Bruno Castro, especialista em inteligência artificial e gestão de processos empresariais.
Segundo o estudo, apenas 20% das empresas brasileiras dizem ter uma estratégia clara para adoção de IA, mesmo com 72% das lideranças afirmando que consideram a tecnologia essencial para o futuro da empresa. Para Castro, o problema não é falta de interesse, mas sim falta de orientação técnica e estratégica.
“Muitas vezes, a empresa tem dados valiosos, mas não sabe como organizá-los ou usá-los. Sem uma base de dados limpa e bem estruturada, nenhum algoritmo funciona. IA sem planejamento é desperdício de dinheiro”, reforça Bruno.
O especialista aponta que o primeiro passo não está na compra de softwares, mas em um mapeamento interno dos processos, identificando gargalos, fluxos redundantes e tarefas repetitivas. Com base nisso, é possível implementar soluções personalizadas, mais baratas e eficazes.
Empresas precisam saber implementar
Além da produtividade, a IA também traz ganhos operacionais e competitivos. Empresas que adotaram tecnologias como machine learning e automação inteligente viram redução de até 30% nos custos operacionais, segundo a IDC Brasil. Bruno lembra que a transformação digital não é sobre substituir pessoas por robôs. É sobre libertar as pessoas das tarefas repetitivas, para que possam focar em decisões estratégicas.
“ChatGPT, assistentes virtuais, automações – tudo isso pode ajudar, mas só se fizer sentido para a realidade da empresa. Não adianta usar IA só para dizer que está inovando”, conclui.


