Floricultura brasileira cresce quase 10% e movimenta mais de R$ 21 bilhões

Floricultura brasileira cresce quase 10% e movimenta mais de R$ 21 bilhões

Floricultura brasileira segue florescendo, literalmente e economicamente, como um dos segmentos mais vibrantes do agronegócio nacional

O Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) divulgou os dados oficiais do setor de flores e plantas ornamentais referentes a 2024, revelando um cenário de retomada e crescimento. O PIB da cadeia produtiva alcançou R$ 21,23 bilhões, registrando alta de 9,95% em relação a 2023. O resultado positivo representa a recuperação após a queda de 3,6% registrada em 2023, e consolida a importância da floricultura para a economia nacional. O diagnóstico do setor foi divulgado por Nicole Rennó, responsável pelo cálculo e acompanhamento do PIB e do Mercado de Trabalho do Agronegócio Cepea/Esalq-USP, e pelos diretores do Ibraflor, Mattheus Yeda e Renato Opitz, coordenadores da pesquisa por parte do instituto.

Para fomentar as vendas neste segundo semestre, cooperativas e comercializadores promovem eventos para apresentar as novidades, os produtos disponíveis para o segundo semestre de 2025 – especialmente para a Primavera, Finados e Natal -, permitindo o contato e negociações diretas entre produtores e compradores. O Ceaflor, em Jaguariúna (SP), por exemplo, promove a 6ª edição do Dia de Negócios, no dia 10 de setembro, das 7h às 16h com essa finalidade e inclui palestra com especialista em marketing do setor.

Já a Cooperativa Veiling Holambra realiza nos dias 11 (das 8h às 18h) e 12 de setembro (das 8h às 14h) a 30ª edição do Veiling Market, uma grande feira de negócios que reunirá mais de 100 produtores-expositores e cerca de duas mil pessoas, entre clientes e profissionais do segmento. O evento, além de permitir também o contato direto dos produtores com compradores, inclui um espaço de tendências, reforçando a inovação como diferencial competitivo.

Evolução do mercado

Em 2022, o setor havia movimentado R$ 20,4 bilhões, com crescimento de 17%. Já em 2023, o volume caiu para R$ 19,31 bilhões, impactado por fatores econômicos e climáticos. A retomada em 2024 foi puxada pelo aumento do consumo interno e pela expansão da produção, que hoje envolve 8.300 produtores espalhados pelo país, cultivando uma área total de 16.380 hectares. O Estado de São Paulo mantém a liderança nacional, respondendo por 40% do PIB do setor (R$ 8,49 bilhões). O consumo per capita paulista é de R$ 181,85 anuais, quase o dobro da média nacional (R$ 97,39). O tamanho médio das propriedades no estado também é maior: 2,05 hectares contra 1,88 na média brasileira.

Para o presidente do Ibraflor, Jorge Possato Teixeira, os números reforçam que a floricultura não é apenas um setor de beleza e lazer, mas um importante motor econômico, gerador de emprego e renda em todas as regiões do país.

“O brasileiro está incorporando cada vez mais as flores e plantas ornamentais ao seu dia a dia, o que abre espaço para inovação e expansão”, destaca Jorge Teixeira.

A floricultura brasileira empregou diretamente 264.874 trabalhadores em 2024, número que representa 1,17% dos empregos do agronegócio, segundo dados do Cepea/Esalq-USP/Ibraflor (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo). Além disso, são estimados 800 mil empregos indiretos. O setor é um dos maiores empregadores de mulheres na agropecuária, com participação feminina de 56,2%, sendo que, esse percentual de mulheres trabalhando no setor atinge 63% em algumas regiões.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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