Moedas digitais e Pix Internacional aceleram transformação das transações globais

Moedas digitais e Pix Internacional aceleram transformação das transações globais

Tecnologias como o Drex e o sistema de pagamentos instantâneos entre países prometem reduzir custos, ampliar a inclusão financeira e redefinir o comércio internacional

As moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) e o Pix Internacional estão no centro da revolução dos pagamentos globais. As CBDCs são versões digitais da moeda oficial de um país, emitidas e reguladas por seus bancos centrais, com o objetivo de oferecer segurança, estabilidade e controle monetário. Já o Pix Internacional é uma extensão do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, com potencial para permitir transferências entre países em tempo real, com baixo custo e alta eficiência.
Segundo o Bank for International Settlements (BIS), mais de 130 países estão explorando ou desenvolvendo suas próprias moedas digitais, representando 98% da economia global. No Brasil, o Drex, nome oficial da CBDC brasileira, está em fase de testes e promete funcionalidades como transações programáveis, contratos inteligentes e tokenização de ativos reais, como imóveis e títulos. Essa inovação pode permitir liquidez imediata e novos modelos de crédito, conectando diretamente o Drex ao ecossistema de fintechs e bancos digitais.

Custos

O Pix Internacional, por sua vez, busca reduzir drasticamente os custos de remessas internacionais, especialmente relevantes para países da América Latina e comunidades que dependem do envio de dinheiro entre fronteiras. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), essas tecnologias podem aumentar a inclusão financeira e a resiliência dos sistemas de pagamento.
No entanto, há desafios: a interoperabilidade entre sistemas financeiros é essencial para que o Pix funcione em escala global, e os CDCs enfrentam debates sobre privacidade e vigilância estatal, já que permitem rastreamento em tempo real das transações.
“Estamos diante de uma transformação profunda na forma como o dinheiro circula entre países. A digitalização dos pagamentos, por meio das moedas digitais e do Pix Internacional, representa uma oportunidade para tornar o comércio global mais eficiente e acessível”, afirma José Barletta, diretor técnico da  Ingenico, líder global em soluções de aceitação de pagamentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *