Plano de acesso a medicamentos influencia escolha por emprego
Custo com a saúde está entre as principais preocupações da população
Ao decidir entre duas propostas de trabalho muito parecidas, a maioria dos profissionais optaria pela empresa que, entre outros benefícios, oferece PBM (Plano de Benefício em Medicamentos (PBMA). Esta seria a escolha de 74,5% dos entrevistados de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Empresas Operadoras de Planos de Medicamentos, que ouviu mais de 500 colaboradores de empresas com mais de 100 empregados nas cidades de São Paulo, Rio Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba.
Para o presidente da PBMA, Luiz Monteiro, o custo com a saúde está entre as principais preocupações da população brasileira e para muitos ele é considerado alto. “Dependendo das comorbidades presentes entre os membros de uma família, levando em consideração a necessidade de medicamentos de uso contínuo, o somatório dos gastos com remédios acaba comprometendo uma parte significativa da renda de um lar. Portanto, é um benefício muito bem-vindo”, avalia o presidente da PBMA.
Muito comum nos Estados Unidos, o PBM (Pharmacy Benefit Managers) surgiu por lá na década de 1970, e estima-se que 2/3 da população norte-americana façam uso desse benefício, que movimenta no país cerca de R$ 500 bilhões ao ano. Presente no Brasil há aproximadamente duas décadas, por aqui o PBM ainda é pouco difundido e as estimativas são mais tímidas. “Dados do mercado apontam que representa cerca de 1% do total do mercado farmacêutico. Ou seja, em torno de R$ 1,8 bilhões”, diz Monteiro.
Entre as vantagens para as empresas que oferecem este benefício a seus colaboradores, está a redução do absenteísmo, maior produtividade e lucratividade. Ainda de acordo com a pesquisa da PBMA, 47% dos entrevistados consideram mais humanizadas empresas que oferecem PBM, enquanto 40,8% as julgam mais inovadoras. “Por fim, 82,3% também disseram que certamente fariam uso do benefício”, completa o presidente da entidade.


