Reciclado da construção civil tem muito espaço para crescer

O potencial de material reciclado é grande para o uso na construção civil brasileira.  በo que afirma o engenheiro Arthur Granato, da Nortec, durante a exposição do tema Reciclados na Construção Civil”, no Sobratema Congresso, evento que acontece até este sábado (13) durante a M&T – Feira de Peças e Serviços de Engenharia e a Construction Expo no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Granato ressalta que com o boom no setor da construção é certo que haverá problemas com matéria-prima, de modo que o reciclado na construção civil passa a ser de extrema importá¢ncia. O reciclado é fruto de material proveniente de forma diversa, desde restos de concreto até reparos e reformas”, explica. O material reciclado também pode ser originário de pneus/borracha, madeira, gesso, madeira, escoria de alto forno/aciaria e areia de fundição.

No Brasil, estima-se que a produção de produtos agregados seja da ordem de 500/600 milhões de toneladas, porém o consumo ainda é baixo:  3 t/hab/ano, mesmo frente á  legislação que incentiva o uso de reciclados.     Nesse setor, a reciclagem teve início há 20 anos, mas só agora em 2011 foi criada a Associação Brasileira de Reciclagem de Resíduo da Construção Civil e Demolição (Abrecon), entidade que já conta com 21 associados, e trabalha pelo desenvolvimento do setor.  Gilberto Meirelles, presidente da associação, esclarece que atualmente há cerca de 120 unidades em fase de implementação no país, localizadas nas regiões Sul e Sudeste, provenientes de parcerias público-privadas.

O preço do reciclado é estabelecido a partir do material recebido para o descarte, ou seja, se o valor agregado é alto, consequentemente no final do processo o material produzido será mais caro”, acrescenta Meirelles, ressaltando o baixo consumo de agregados no Brasil. Aqui , consumimos mensalmente 5,4 milhões toneladas  provenientes de mineração, o que representa apenas 30% do que a obra da construção civil consome”, diz. O potencial de mercado é de 1,6 milhão de toneladas/mês.  Se as empresas consumirem o reciclado de forma consciente, com certeza, irão fomentar o crescimento do setor”, sintetiza Meirelles.

Também durante a palestra, Miguel Porto Neto, da Porto Associados, abordou o potencial do setor, a partir do próprio conhecimento adquirido ao longo de quatro anos quando ocupou o cargo de secretário do governo. De acordo com Neto, a legislação existente contribui para o desenvolvimento do setor, que de um lado conta com forte qualificação técnica, porém de outro há muitos aventureiros”, aponta.

Segundo Porto, a reciclagem está em conformidade dos pilares da sustentabilidade, conferindo os seguintes benefícios: redução de custos no caso das obras nos municípios, investimento em projetos socioambientais e uma nova geração de mão de obra.

Soma

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