Dell Technologies apresenta previsões para 2026

Dell Technologies apresenta previsões para 2026

IA acelera uma nova era de transformação nos negócios na América Latina

A Dell Technologies apresentou nesta quarta-feira (10) suas Previsões para 2026 na América Latina, em um painel virtual com a participação de John Roese (foto), Global Chief Technology Officer e Chief AI Officer da Dell Technologies, e Luis Gonçalves, presidente da Dell Technologies para América Latina. A companhia compartilhou as tendências tecnológicas que irão remodelar negócios e indústrias, impulsionadas pela rápida evolução da Inteligência Artificial (IA).

Para 2026, a Dell prevê que a IA acelerará seu ritmo transformador, redesenhando completamente operações, modelos de trabalho e infraestrutura tecnológica das organizações.

“Em 2026, ter IA operando em ambientes reais de produção será um grande diferencial competitivo. Se a IA não estiver melhorando de forma significativa sua receita, lucro ou estrutura de custos, você já está ficando para trás”, destacou Roese.

As cinco principais tendências previstas pela Dell incluem:

1 – Um chamado à ação: governança para um ecossistema de IA em rápido movimento

Embora a adoção da IA tenha crescido rapidamente, a governança não avançou no mesmo ritmo. A indústria colocou em produção modelos, chatbots e agentes sem estruturas de controle sólidas, o que representa um risco para a estabilidade do ecossistema.

Para 2026, a demanda por ambientes privados, gerenciados e seguros, incluindo o uso de modelos executados localmente em instalações ou em fábricas de IA controladas, será inegociável. A Dell faz um chamado para que governos e organizações colaborem na construção de um ecossistema regulado e seguro.

A governança, enfatiza a empresa, não tem o objetivo de frear a inovação, mas de possibilitar uma adoção de IA segura, estável e escalável.

2 – Gestão de dados: a verdadeira coluna vertebral da inovação em IA

O maior avanço em IA virá da capacidade das empresas de gerenciar, enriquecer e ativar seus dados. Para a Dell, em 2026, a gestão e o armazenamento de dados de IA se consolidarão como o coração da inovação, impulsionados por plataformas projetadas para integrar fontes diversas, proteger novos ativos derivados dos dados e oferecer armazenamento de alto desempenho.

À medida que se consolida a era agêntica, os dados deixarão de ser usados apenas para treinamento de modelos e se tornarão um ativo dinâmico que habilita conhecimento em tempo real. Essa “camada de conhecimento” será essencial para os sistemas de IA do futuro.

3 – IA agêntica: o novo gestor da continuidade operacional

A IA agêntica evoluirá de assistente útil para orquestradora integral de processos complexos. Em setores como manufatura e logística, esses agentes coordenarão equipes, garantirão a continuidade entre turnos e otimizarão fluxos de trabalho em tempo real.

Os agentes funcionarão como o “sistema nervoso” das operações modernas, sustentados por dados corporativos que devem ser adequadamente protegidos e gerenciados.

4 – Fábricas de IA redefinem resiliência e recuperação de desastres

À medida que a IA se integra às funções mais críticas, a continuidade operacional se torna prioridade. As organizações evoluirão para fábricas de IA, infraestruturas projetadas para garantir que capacidades inteligentes permaneçam ativas mesmo diante de falhas em sistemas primários.

Isso requer proteção de dados vetorizados e outros componentes únicos da IA, bem como colaboração estreita entre fornecedores de tecnologia, governos e parceiros de segurança e proteção de dados.

“Muitas pessoas presumem que uma Fábrica de IA se resume principalmente ao hardware, especialmente porque projetamos alguns dos sistemas mais avançados para lidar com essas tarefas. Mas o verdadeiro desafio está em preparar a estrutura de dados que alimenta a infraestrutura. Os dados devem ser limpos, seguros, protegidos e continuamente atualizados à medida que circulam pela Fábrica de IA”, sinalizou Gonçalves.

5 – IA soberana acelera a infraestrutura empresarial nacional

A IA soberana surge como um pilar estratégico para os países. As nações não apenas consumirão tecnologia, mas construirão seus próprios marcos para acelerar a inovação local e garantir autonomia digital. As empresas deverão operar dentro desses limites regionais, aproveitando infraestruturas nacionais que fortaleçam setores como saúde, indústria e serviços públicos. Esse movimento transformará a IA de um conceito global em uma realidade profundamente local, com impacto direto sobre cidadãos e economias.

“Governos de diferentes países da América Latina, como El Salvador, Argentina, Colômbia e Brasil, estão adotando cada vez mais essas tecnologias, reconhecendo a necessidade de compreender, regular e influenciar ativamente o modo como esses sistemas operam”, destacou o presidente da Dell Technologies para América Latina.

Preparados para 2026: infraestrutura, colaboração e ação.

A Dell Technologies conclui que o sucesso das organizações em 2026 dependerá não de perseguir cada novidade, mas de construir bases sólidas para o futuro dos negócios: fábricas de IA resilientes, marcos soberanos, dados limpos e acessíveis, sistemas agênticos capazes de gerenciar operações complexas e ecossistemas de colaboração entre indústria, sociedade e governos.

“Nós demonstramos ao mercado que conseguimos entregar rapidamente resultados, ajudando clientes a preparar suas informações, estabelecer as camadas corretas de dados e implementar soluções de tecnologia e engenharia que operam e escalam com eficiência”, ressaltou Gonçalves. “Escolher o parceiro certo é essencial para qualquer projeto que precise gerar resultados significativos”, finalizou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *