7 dicas para quem quer se tornar um conselheiro de empresas

7 dicas para quem quer se tornar um conselheiro de empresas

 É preciso se preparar para ter muito trabalho, dedicação e conhecimento para zelar pela perenidade da empresa

Nos últimos anos, o Brasil vem passando por um momento de crescimento e profissionalização dos conselhos (consultivos e de administração das empresas). Na mesma proporção, aumenta o interesse dos profissionais em ocupar uma cadeira nesse grupo seleto de profissionais que tem como intuito ajudar as companhias a expandir, cuidar de sua perenidade e muitas vezes pensar fora da caixa.

Outro ponto é que a profissão de conselheiro não é mais uma atividade exclusivamente voltada para executivos de finanças e especialmente aqueles que estão encerrando a carreira executiva em grandes companhias. Ultimamente o Conselho se tornou objeto de interesse de jovens profissionais especialistas abrangendo até CEOs que atuam em vários setores. No entanto, qual é o caminho para se tornar um conselheiro?

De acordo com Sérgio Simões, sócio da EXEC, empresa especializada na seleção e desenvolvimento de executivos, muita gente tem uma visão distorcida da função de um conselheiro de empresas. “Essa é uma atividade que exige dedicação e empenho”. Outro equívoco diz respeito à atuação do conselheiro. “A posição do conselho não é focada em gestão, mas sim trabalhar para zelar pela perenidade da empresa”.

Segundo ele, um dos primeiros passos que o profissional deve dar é entender os verdadeiros motivos que o levam a querer ser um conselheiro. “Entrevistamos semanalmente profissionais dedicados e qualificados que estão interessados em conseguir sua primeira posição em um conselho, ou até mesmo acelerar a sua carreira nesse mercado. No entanto, nem todos estão cientes das exigências e restrições que um cargo de conselho implica”.

Simões preparou algumas dicas importantes para quem quer dar esses passos na carreira de conselheiro de empresas. Confira a seguir.

1. Saiba vender o seu peixe. Ou seja, você precisa criar sua própria estratégia de comunicação para promover seus conhecimentos, aproveitando oportunidades para mostrar seus pontos fortes, aprendizados e como pode usar suas habilidades para agregar em um conselho. Compartilhar suas ideias em plataformas de rede social ajuda a aumentar as conexões e o networking. Muitas vezes, a escolha é baseada em recomendações.

2. Integre conselhos consultivos de início. Existem diversas oportunidades valiosas em conselhos de empresas que não são de capital aberto. Muitas vezes, o caminho é buscar ocupar uma cadeira em um conselho consultivo, em uma ONG ou em uma startup que permitirá aumentar a sua experiência e se conectar com outros líderes, o que abre novas portas.

3. Ocupe posições na diretoria. Enquanto você traça sua estratégia, ter uma posição em cargo de comando – ser o dono do P&L – mostra que você está conectado com os macro-objetivos de uma empresa, além de ter uma mentalidade estratégica e tática. Ou seja, mostra que você está vivo!

4. Conheça a fundo a política da empresa. Antes de assumir a posição de conselheiro em uma empresa, conheça tudo sobre ela e sobre as regras do conselho para não ter surpresas e evitar mal-entendidos no futuro. Aliás, visite a empresa! Além disso, é preciso ter uma ideia sobre quais são as suas necessidades e em qual estágio ela se encontra. Também conheça a última avaliação de efetividade de conselho realizada e seus resultados é uma boa prática.

5. Faça um currículo focado para vaga em conselhos. Sim, um CV de Conselho que é bem diferente de um CV de executivo. Os conselhos selecionam seus membros com base em capacidades e caráter. Três traços são essenciais nesse sentido: confiança, habilidades de líder / diplomacia e mentalidade analítica / digital.

6. Conheça seu público-alvo. É preciso entender seu destinatário e como você deve se comunicar com ele. O currículo deve trazer mensagens claras que mostram seu dom de trabalhar em time, enfatizando aspectos como colaboração, diálogo e decisões em grupo. Ou seja, mostre-se como jogador de uma equipe que pode entrar em campo e atuar por meio de compromisso, trabalho em conjunto e persuasão – ganhando ou perdendo o jogo!

7. Headhunters podem ajudar nessa missão. Cada vez mais as empresas estão buscando a ajuda de headhunters para buscar conselheiros independentes para seu board. “Como consultores de Capital Humano nós olhamos muito para o conjunto de habilidades e para a adequação pessoal – ou seja, momento, motivações, alinhamento propósitos, ética etc. .”, diz Simões.

Os conselhos de administração das empresas hoje estão se tornando cada vez mais estratégicos, abrindo espaço para diversos perfis de profissionais que, muitas vezes, contribuem para dar uma “refrescada” e atualizada em suas atividades. Por isso, não importa qual é a sua formação. Se esse é seu sonho, siga em frente!

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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