Vale-refeição: entenda a finalidade do benefício para evitar mal-entendidos corporativos

Vale-refeição: entenda a finalidade do benefício para evitar mal-entendidos corporativos

Enquanto o benefício custeia refeições prontas durante a jornada de trabalho, a compra de itens in natura para o preparo doméstico costuma ser destinada ao vale-alimentação

Uma dúvida recorrente tem mobilizado os departamentos de Recursos Humanos e os trabalhadores no dia a dia: afinal, é permitido utilizar o vale-refeição para fazer feira?

Embora o benefício tenha o objetivo prático de subsidiar a alimentação diária durante o expediente, a confusão sobre os limites de sua utilização em supermercados e hortifrútis ainda é comum, exigindo clareza sobre as normas vigentes para evitar mal-entendidos no ambiente corporativo.

A relevância dessa discussão ganha força com dados científicos sobre a alimentação no ambiente laboral. Um estudo sobre nutrição e performance ocupacional, indexado pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos (PubMed), aponta que refeições de alto valor nutricional impactam as funções cognitivas dos trabalhadores, favorecendo a atenção, a memória e o aprendizado.A pesquisa também associa a nutrição adequada à redução do estresse e à prevenção de acidentes de trabalho, o que se reflete de maneira positiva na produtividade geral das equipes.

“Compreender as finalidades de cada saldo é um fator essencial para garantir a previsibilidade no orçamento doméstico e a responsabilidade na gestão do benefício”, avalia a Verocard.

A empresa de benefícios corporativos destaca que o cumprimento das diretrizes protege a relação entre empregador e colaborador. As regras específicas de aceitação dependem diretamente de fatores como as normas da operadora do cartão, o perfil da rede credenciada e as regulamentações vigentes no setor.

Em termos gerais, a aquisição de produtos hortifrúti, grãos e carnes está habitualmente vinculada aos mercados e não a feiras. Para a compra de itens naturais para o preparo doméstico, eles se alinham ao propósito do vale-alimentação, a depender dos critérios de cada contrato e das diretrizes vigentes.

Como forma de estender o rendimento do benefício ao longo do mês, as práticas de uso consciente — a exemplo do planejamento semanal de gastos, da comparação de preços entre estabelecimentos e do controle de itens extras — ajudam na previsibilidade do orçamento doméstico.

Visando um suporte maior às equipes, as organizações contam com a opção de oferecer os dois auxílios, cobrindo de maneira completa as necessidades dos colaboradores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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